Domingos Bragança: “Respeito muito a decisão da Comissão de Festas Nicolinas”

“Estive aqui (na Câmara Municipal) desde as duas e meia da tarde até às sete horas, como todos os anos faço. Alertei o chefe de gabinete da presidência para abrir todas as portas, para que quando chegassem pudessem subir e estar comigo, depois disseram-me que o pregão foi lido lá em baixo no largo do município”, contou Domingos Bragança, abordando o facto de, neste ano, o pregão, um dos mais significativos números das Festas Nicolinas, ter sido declamado no largo em frente à Câmara Municipal e não na varanda da mesma, ao lado do presidente do câmara, como acontece habitualmente.

© Joana Meneses/Mais Guimarães

A não autorização do cortejo do Pinheiro no dia 29, anunciada ao final de tarde de sexta-feira, dia 26, pela subcomissão de proteção civil da Câmara Municipal, esteve na base da indignação e do protesto “simbólico” dos estudantes da Comissão de Festas deste ano.

“Eu respeito muito a decisão da comissão de festas”, continuou Domingos Bragança, acrescentando que “as Festas Nicolinas são dos estudantes”, e que a Câmara Municipal “dará todo o apoio socilitado pelos estudantes, naquilo que eles quiserem, e naquilo que obviamente puder ser dado tendo como única restrição a saúde pública no âmbito da pandemia em que vivemos”.

O presidente da Câmara disse ainda que as festas dos estudantes “têm uma importância muito grande na nossa cidade”, e que está “sempre disponível”, lembrando ter participado em todos os momentos das Festas para os quais foi convidado.

© Eliseu Sampaio/Mais Guimarães

Já Bruno Fernandes, vereador do PSD, disse ver o “mal estar” entre a Comissão de Festas e a Câmara Municipal, com “preocupação”. Segundo o vereador, talvez tenha havido uma “falha de articulação e de comunicação por parte do município, que naturalmente tem regras que vêm da saúde e que tem que cumprir, mas as decisões que foram tomadas deviam ter envolvido todas as partes”.

Convidado a comentar a invasão de um grupo de nicolinos, que na noite de dia 26 de novembro, interromperam os trabalhos da Assembleia Municipal, que decorria no Auditório da Universidade do Minho, Bruno Fernandes disse ter sido “um momento de reação”. Realçou a postura do presidente da Assembleia Municipal, João Torrinha, considerando-a “correta, deixando as coisas serenarem e também com “algum bom senso dos que entraram e depois abandoram o local”, os trabalhos foram retomados.

Uma situação que o vereador diz que “preferia que não tivesse acontecido”, mas que foi “interpretado por todos como um momento pontual e de algum protesto pelas festas não se realizarem da forma habitual, mas julgo que isso está ultrapassado”, terminou.

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