DOMINGOS BRAGANÇA QUER ECO PARQUE INDUSTRIAL EM GUIMARÃES

Esta sexta-feira, dia 28 de Junho, a cidade-berço recebeu a Iniciativa Nacional Cidades Circulares, em que decorreu a assinatura do Protocolo entre o Fundo Ambiental e a Direção Geral do Território, no valor de 451 mil 622 euros. A cerimónia teve lugar no Laboratório da Paisagem, que também neste dia celebra cinco anos de existência.

A Iniciativa Nacional Cidades Circulares (INCC) é essencial na definição, implementação e avaliação de políticas e medidas de adaptação às alterações climáticas nos mais diversos domínios e sectores estratégicos, enquadrada nas necessidades decorrentes da adaptação às alterações climáticas, no ano de 2019.

O Fundo Ambiental tem por finalidade apoiar políticas ambientais para a prossecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável, contribuindo para o cumprimento dos objetivos e compromissos nacionais e internacionais, designadamente os relativos às alterações climáticas, aos recursos hídricos, aos resíduos e à conservação da natureza e biodiversidade.

Nesta sessão, que contou com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, do Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes e ainda da Diretora Regional do Território, Fernanda do Carmo, Domingos Bragança mencionou um projeto que ainda está nos seus inícios, mas que prevê-se ser “muito especial”: um Eco Parque Industrial, que poderá ser instalado entre Moreira de Cónegos e Gandarela. “Um parque em que só permitiremos a sua localização industrial tendo em conta os parâmetros ambientais. Queremos ter um parque que tenha todas as condições para a indústria e que tenha parâmetros ambientais muito exigentes”, esclareceu o autarca vimaranense.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara salientou que a Iniciativa Nacional Cidades Circulares deverá ser um “exemplo para o país”, agradecendo ainda o facto de Guimarães ter sido a cidade escolhida para a assinatura deste protocolo. “Guimarães tem trabalhado a agenda ambiental, que tem como foco as alterações climáticas. O ambiente é transversal, tem que ser visto de uma forma global, importa em todas as dimensões”, acrescentou.

João Pedro Matos Fernandes apontou que esta “é uma iniciativa muito importante e interessante”, alertando também que “não há planeta B”. “A economia circular não é um setor da economia, não é uma moda. Oferece uma oportunidade de fazer melhor com o que se tem”, referiu o Ministro do Ambiente.

Por seu turno, José Mendes disse que “as alterações climáticas são o maior desafio do planeta deste século”, afirmando que a solução está na abordagem ao problema em rede. “Mas é preciso passar dos diagnósticos para a prática. Há quem diga que a luta das alterações climáticas vai-se perder ou ganhar nas cidades. Não adianta uma cidade ou setor fazer um grande esforço quando os outros não. Temos que ser capazes de abordar o problema em rede”, disse.

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