E SE VENDÊSSEMOS OS TERRENOS DA ACADEMIA? JÚLIO MENDES LANÇOU O DEBATE

A venda dos terrenos onde está inserida a atual Academia do Vitória, com vista à construção de uma nova, pode vir a ser uma realidade. Júlio Mendes, presidente do clube, deixou em aberto a possibilidade da deslocação total do complexo para Silvares, onde seria construído de raiz um novo espaço com condições ao “nível do melhor que se faz no mundo” e isolado da movimentação inerente ao centro da cidade.

 

 

Está em cima da mesa uma possível alteração aos planos para a Academia do Vitória. O repto foi lançado pelo presidente do clube, Júlio Mendes, no decorrer da apresentação das novas modalidades, na sexta-feira, 12.

A falta de condições das atuais instalações do complexo desportivo dos Conquistadores têm-se tornado mais evidentes com o crescimento do clube e o aparecimento de novas equipas. Esta época, a introdução de uma formação sub-23 e do futebol feminino deixou a descoberto a falta de espaço para receber os novos atletas.

Em junho deste ano, Câmara Municipal, a Tempo Livre e o Vitória chegaram a um acordo que visava a cedência da Pista de Atletismo Gémeos Castro para os jogos caseiros das duas novas equipas. Na altura, o município pronunciou-se acerca do caso, explicando que a parceria com o clube se devia a “um problema de falta de capacidade de resposta num caso e no outro, com um défice de condições estruturais que se verifica, designadamente a falta de espaços de treino e competição, que tem impedido o Vitória Sport Clube de corresponder ao interesse de muitas e muitos jovens em iniciar ou prosseguir o seu desenvolvimento desportivo”.

A solução para o problema, previu-se, passaria pela ampliação da Academia, ampliação essa que seria feita num local diferente do das instalações habituais e que se localizaria no limite entre as freguesias de Silvares e de Ponte. No entanto, as recentes palavras de Júlio Mendes deixam em aberto uma mudança de planos.

Em declarações dadas aquando da apresentação do futebol feminino e dos eSports, o presidente dos Conquistadores deixou no ar a possibilidade de se venderem os terrenos onde está atualmente inserida a Academia, com vista a criar uma nova, de raiz, no local inicialmente pensado para a ampliação. “Porque não pensar num projeto de qualidade para aquele espaço, que tem ótica imobiliária (referindo-se ao espaço do centro de treinos), e por via disto, conseguir financiar um projeto, uma Academia de raiz, com as caraterísticas ao nível do melhor que se faz no mundo?”, começou por lançar Júlio Mendes.

Em sentido contrário ao avançado por Pimenta Machado ao jornal O Jogo, o valor de compra dos terrenos foi de cerca de 10.970 contos. Segundo as declarações do antigo presidente do Vitória, a compra teria sido feita por 40.200 contos, mas os dados da escritura de doação, datada de 15 de fevereiro de 1990, a que o Mais Guimarães teve acesso revelam números inferiores. Ainda segundo o mesmo documento, o valor atribuído ao terreno era de 17.500 contos e a compra acabou por ser feita por valores mais baixos.

O mesmo documento não incluiu nenhuma cláusula que impeça o uso dos terrenos para outros fins que não os atuais, pelo que a venda dos mesmos em qualquer altura, por parte do Vitória, não vai inviabilizar outro tipo de construções no local.

 

Leia a reportagem na íntegra na edição desta semana do Mais Guimarães, nas bancas esta quarta-feira.

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