“É UMA OPORTUNIDADE DE TODOS FALARMOS A MESMA LINGUAGEM”

Já arrancou a 18.ª edição do Medical Response to Major Incidents (MRMI). Cerca de 130 participantes, de várias áreas, estão nos Bombeiros Voluntários das Taipas para a formação que incide  na área da emergência e catástrofe.

De acordo com Filipe Serrava, diretor do Serviço de Urgência de Guimarães e diretor deste curso, é importante que “todos falem a mesma linguagem” de modo a que, em situações de catástrofe, e que exigem improviso, a resposta seja dada de forma simples e eficaz. “É uma oportunidade de todos falarmos a mesma linguagem e de todos darmos o mesmo contributo para que se possam salvar vidas. ‘Todos somos proteção civil’ é uma frase que costumo usar e, em alguma situação, a nossa ação pode determinar que se salvem dezenas, centenas de pessoas. Muitas vezes podemos prevenir e remediar o que conhecemos, mas em catástrofe não é assim. Não sabemos o que vai acontecer, quando e como. Ou seja, temos de ter estratégias inteligentes de poder antecipar, de maneira global, e isso só ocorre se toda a gente falar a mesma linguagem, para se poder adaptar e improvisar e salvar vidas com gestos simples”, começou por explicar.

Já na 18.ª edição, este curso, com origem na Suécia, já foi fundamental para respostas a questões reais na Madeira, tal como exemplificou Pedro Ramos, Secretário Regional da Saúde da Região Autónoma da Madeira. “A Madeira, infelizmente, teve de arranjar experiência e achou que esta formação é aquela que responde com maior propensão no dia-a-dia. A natureza tem sido responsável por algumas situações no nosso país e achamos que este é um programa que tem tido sucesso. Já foi colocado em prática na Madeira em 2010, quando tivemos os aluviões, em 2016 com os incêndios, em 2017 com a queda da árvore, em todas estas situações temos articulado a nossa resposta com base no MRMI”, afirmou.

Na edição em que “atinge a maioridade”, este curso decorre pela primeira vez na zona norte do país, num acolhimento dos Bombeiros Voluntários das Taipas e que Filipe Serrava vê com bons olhos. “É a primeira vez que este evento se realiza a norte, o mais a norte que tinha sido foi em Feijões, Oliveira de Azeméis, mas esta é a primeira vez que o evento assume uma dimensão nacional em virtude de termos o apoio da autoridade nacional de proteção civil”, concluiu o diretor do Serviço de Urgência de Guimarães.

 

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