Num discurso critico, Ricardo Araújo recordou que, há uma década, o Executivo socialista reduziu em 20% os terrenos destinados à construção no concelho de Guimarães, medida que considera ter consequências graves no presente: “Hoje, todos estamos a pagar bem caro essa decisão. Não temos oferta de habitação suficiente, nem terrenos para acolher novas empresas ou permitir a expansão das existentes”.
O candidato sublinhou ainda que a revisão do PDM está em marcha desde 2019, mas continua sem estar concluída. Para Ricardo Araújo, o atraso revela falta de capacidade política e organizativa do atual Executivo Municipal: “É uma vergonha. Tiveram cinco anos para rever o plano, mas apresentaram-no tarde e a más horas. E, devido às divergências internas no PS, tudo indica que o documento não ficará pronto até ao fim do mandato”.
Na ótica da Coligação, a proposta atual de revisão do PDM não dá resposta às prioridades do concelho: aumentar os terrenos disponíveis para construção habitacional, promover áreas destinadas à instalação industrial e resolver problemas de mobilidade.
Ricardo Araújo rejeita a ideia de que o aumento de solo urbano represente um ataque à identidade verde de Guimarães: “Defender mais terrenos para habitação e indústria não significa desrespeitar o ambiente. Significa querer um território ordenado, planeado, com qualidade de vida e respeito pelos espaços verdes”.
O candidato compromete-se, caso seja eleito, a liderar “uma nova abordagem ao ordenamento do território, que compatibilize desenvolvimento urbano e ambiental”: “Quero um concelho para as pessoas viverem, usufruírem e trabalharem, de Ronfe até Castelões, das Taipas a Moreira de Cónegos. Com ordenamento, com planeamento e com qualidade”, referiu o candidato.
Ricardo Araújo terminou referindo que a responsabilidade da autarquia também passa por “garantir uma política de habitação equilibrada, que conjugue a oferta pública e privada, promovendo acessibilidade e bem estar para todos os vimaranenses”. Ricardo Araújo não tem dúvidas de que a revisão do PDM será adiada para o próximo mandato, considerando tratar-se de uma estratégia deliberada do Partido Socialista, até porque é isso mesmo que defende o seu candidato Ricardo Costa.
