Em menos de dois meses, 70 famílias pediram apoio à habitação

Aprovação de 40 candidaturas para o Subsídio Municipal de Arrendamento em reunião de câmara. Outras 30 surgiram desde meados de março. E há mais famílias a serem apoiadas a nível alimentar desde o início da pandemia.

© Mais Guimarães

A vereação vimaranense aprovou, esta segunda-feira, a proposta de reforço da verba destinada à CASFIG — o que permite, através de mais 100 mil euros, apoiar “mais cerca de 120 famílias”, como se lia na agenda de trabalhos. A aprovação de 40 candidaturas para o Subsídio Municipal de Arrendamento também reuniu unanimidade por parte do executivo. Paula Oliveira, vereadora da Ação Social e também presidente da empresa municipal, adiantou que, desde “meados de março”, “mais 30 agregados familiares pediram apoio por causa dos efeitos económicos provocados pela pandemia”. Assim, são, ao todo, 70 as famílias apoiadas num período de dois meses.

António Monteiro de Castro apontou, contudo, que a “fundamentação” para a disponibilização da verba referida “parece pouco consistente”. “O que seria razoável era que, mediante a informação dos serviços da CASFIG nas candidaturas, estando na posse de informação do número exato de famílias a socorrer, se fizessem as contas e se pedisse o apoio financeiro necessário. E não uma verba fria e desapaixonada de oito meses”, disse António Monteiro de Castro. O vereador argumentou que a proposta deveria ter sido desenvolvida “com base num histórico”, através de “números palpáveis”.

Paula Oliveira respondeu, depois, nas declarações aos jornalistas, que esse histórico “já existe”. E é a partir do mesmo que, com os “pedidos que chegam”, se chega a uma planificação das verbas. “Há um histórico de termos comparativos e o número de famílias que fizeram novos pedidos previu ver” a abordagem adotada. A vereadora frisou que a Câmara está “a dar resposta na hora” — e não só no que diz respeito à habitação. Nesse âmbito, “a CASFIG, em tempo útil, atualiza na hora a alteração do montante às famílias que o solicitam”, garantiu.

A vereadora adiantou ainda que o número de pedidos de ajuda alimentar “aumentou” — como se constatou no caso dos cabazes — e “são várias as respostas no concelho, através da Fraterna”. A cooperativa, para além dos “214 beneficiários diretos”, já apoia “mais 104 famílias”. E as cantinas das escolas, para além de servirem refeições aos alunos mais carenciados, também serve refeições através do serviço take-away aos que precisarem.

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