EM PONTE, HÁ CASOS DE BURLA INFORMÁTICA NUMA CAIXA MULTIBANCO

Lesada diz ter sido notificada pela sua instituição bancária que o seu cartão teria sido clonado. PJ desconhece o caso, mas afirma que, do concelho de Guimarães, chegam queixas de burla informática. Grupo Crédito Agrícola afirma que a situação está “a ser tratada”.

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Susana Teixeira recebeu uma notificação da instituição bancária à qual está veiculada no dia 11 de outubro: o seu cartão seria desativado “porque tinha sido clonado”. “Fiz um levantamento na Caixa Agrícola de Ponte, normalmente com o cartão só faço pagamento de compras. Foi a única vez nessa semana em que levantei dinheiro, e fi-lo no dia 6 [de outubro, um domingo]”, conta. O cartão “ficou bloqueado” e Susana não conseguiu “realizar mais movimentos”; por isso, não sabe se, entretanto, foi subtraído saldo da sua conta bancária.

Ao que o Mais Guimarães apurou junto do Grupo Crédito Agrícola, a situação terá sido “reportada internamente” e estará “a ser tratada”; ainda assim, a instituição financeira não adiantou mais informações. Esta não é a primeira vez que tal acontece naquela caixa de multibanco; aliás, Susana diz mesmo que “pelo menos duas colegas de trabalho” terão recebido a mesma informação. “E uma colega minha disse que lhe tinha acontecido o mesmo há um ano”, acrescenta.

Já a Polícia Judiciária de Braga aponta que, nestes casos, se pode estar a falar em “burlas informáticas” e não em “clonagem de cartões”. Isto porque a PJ “não tem conhecimento de clonagem de cartão, seja de débito ou crédito”. “As burlas informáticas têm origem em indivíduos estrangeiros, que praticam o chamado ‘sniffing’ [interceção e registo de tráfego de uma rede digital]. Andam à procura de dados de cartões bancários e depois conseguem aceder às contas bancárias”, explica o coordenador da PJ de Braga, Henrique Correia. Ao departamento de investigação criminal de Braga chegam “algumas queixas” provenientes de Guimarães deste género. A PJ tem conhecimento de alguns casos, mas não do de Ponte.

O coordenador da PJ de Braga alerta que, quando se reparar nalguma anormalidade no funcionamento do cartão, bem como movimentos bancários desconhecidos, se deve “pedir o cancelamento do cartão logo de imediato”. “As pessoas deve dirigir-se à agência bancária, que verá o movimento no cartão. O banco consegue analisar os movimentos realizados. Deve-se participar na GNR ou PSP local ou vir ao piquete da PJ. E depois, a partir daí, é aberto inquérito, iniciando-se investigação”, indica Henrique Correia. O coordenador informa ainda que “convém alertar” que existe grande utilização “do sistema MBWAY” para burla informática. “Estes indivíduos pedem códigos de acesso ao MBWAY. As pessoas fornecem os dados e são burladas. É uma situação preocupante que tem vindo a crescer acentuadamente”, alerta. “Neste momento, temos dezenas e dezenas de casos de pessoas que foram lesadas por esses indivíduos”, diz. Muitas vezes, estas burlas dão-se em contexto de compra e venda online, nomeadamente em plataformas como o OLX. “As pessoas têm de saber que não podem dar os seus dados bancários a ninguém”, frisa.

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