“Vivemos num concelho com uma fortíssima tradição industrial, com grandes empresários e trabalhadores, mas com desafios muito relevantes pela frente”, afirmou Ricardo Araújo, perante uma plateia composta por empresários, dirigentes, investigadores e representantes institucionais. “Temos de diversificar o nosso tecido empresarial e atrair novos investimentos que criem empregos melhores, mais qualificados e mais bem remunerados. Só assim conseguiremos fixar e atrair talento para Guimarães.”
O autarca destacou que o caminho da sustentabilidade “é não apenas uma opção ética e ambiental, mas também um eixo de reforço da competitividade económica”. E acrescentou: “A economia verde e a transição digital são hoje os grandes desafios da Europa e também de Guimarães. Queremos continuar o percurso que temos vindo a trilhar, um caminho que é de consenso e que nos conduziu à Capital Verde Europeia em 2026.”
© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
Ricardo Araújo sublinhou também a importância de uma visão europeia conjunta para a economia sustentável, alertando que as empresas que apostam na transição verde “não podem ser penalizadas por isso”: “A sustentabilidade não pode ser um custo que se transforme numa desvantagem competitiva internacional. A União Europeia tem de criar mecanismos que valorizem e protejam as empresas que investem na economia circular e na defesa ambiental. Isto tem de ser uma vantagem, não um obstáculo.”
O presidente da Câmara garantiu que o Município estará “ao lado das empresas neste caminho”, destacando que “os vimaranenses confiam na sua capacidade empreendedora e inovadora para tornar a economia local mais forte, diversificada e sustentável”.
“Guimarães quer ser exemplo de um território que alia desenvolvimento económico à qualidade de vida. A sustentabilidade é o nosso futuro coletivo, e esse futuro constrói-se com todos, instituições, empresas e cidadãos”, concluiu.
© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
Ricardo Araújo discursou após uma hora de discussão sobre os desafios da Economia Verde, numa conversa moderada pelo jornalista da CNN Portugal Cláudio Carvalho, a sessão contou ainda com intervenções de Isabel Loureiro (Estrutura de Missão 2030), Paulo Calçada (Associação Porto Digital), Tim Vieira (Brave Generation Academy) e Alexandra Leite (Grupo MCA).
O encerramento do Mês da Economia contou ainda com a atuação do grupo Guimagym, que abriu e encerrou o evento, e terminou com um momento de “Verde de Honra & Networking”, destinado a promover o convívio e a partilha entre participantes.
Ao longo de outubro, o Mês da Economia de Guimarães promoveu iniciativas que fomentaram a reflexão sobre as tendências emergentes da economia regional, a inovação e os desafios da transição verde e digital.
