Era (e é) uma vez o Vitória

Em 2019, ainda antes das comemorações do centenário, Paulo César Gonçalves andava de volta das suas “memórias afetivas em relação em Vitória”, de quando ia ao futebol, de duas em duas semanas, ao domingo à tarde. “Quando era criança, era todo um mundo de encantamento”, recorda afirmando que “era uma coisa de família”.

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Foi assim que avançou com a ideia, juntamente com Catarina Peixoto, ilustradora. “Era (e é) uma vez o Vitória” é um livro para crianças que é, também, uma “homenagem aos adeptos”. Paulo César Gonçalves acreditou que “a melhor forma para formar vitorianos do futuro era criar um livro para crianças que contasse o vínculo que existe e que é inegável entre a cidade e o Vitória e a forma como o Vitória passa entre gerações”: de avôs e avós para netos e netas, de pais e mães para filhos e filhas, de tios e tias para sobrinhos e sobrinhas,…

Do “começo difícil e da história complicada de superação”, esta “aproximação à história do Vitória de uma forma muito ligeira – porque é uma coisa para crianças -” conta a história da fundação, do símbolo, dos equipamentos, das modalidades e, entre outras coisas, dos campos que o Vitória teve.

Sendo um livro para os adeptos e “uma primeira abordagem para as crianças se interessarem um dia mais tarde”, houve algumas personagens emblemáticas aqui representadas, nomeadamente mulheres vitorianas que, por algum motivo, se destacaram ao longo destes 100 anos.

Catarina Peixoto é responsável pela ilustração do livro e garante que “o mote foi mesmo trazer a cidade para o livro e a vivência que as pessoas têm com o clube”. Em conversa com a Mais Guimarães, relembra quando trabalhava em cafés e, em dias de jogo, o ambiente mudava por completo. “Há coisas muito icónicas”, diz exemplificando: “desde o pai levar a criança pela mão ao estádio, o bairrismo das pessoas nas janelas a gritar pelo Vitória, ouvir o rádio, as crianças com o nome do Rei e com o nome do clube”.

No livro, retratou tudo o que viveu e tudo o que conhece da cidade e dos adeptos. A pesquisa para as personagens foi intensa: “tentamos introduzir o máximo possível do que essas pessoas representam para a cidade. Inspirei-me nelas e nas suas características, se são mais despachadas, que locais frequentavam…”

Mas ser um livro para crianças torna o trabalho, de alguma forma, diferente, com uma “responsabilidade acrescida”. “As crianças tentam imitar as personagens e a forma como elas estão desenhadas”, frisa a ilustradora.

O livro já está acabado e já foi testado. “A reação tem sido muito boa”, garante Catarina Peixoto. As pessoas, explica, “sentem que foram vivendo aquilo” e realçam sempre a presença das modalidades no livro. “Tentamos passar precisamente que o Vitória não é só futebol, são modalidades, é muito Guimarães, é muito um espírito”, diz.

O livro vai ter ainda códigos QR que permitem, aos leitores, aceder ao palmarés do Vitória, à história dos presidentes e aos cânticos, por exemplo.

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