Sem data de conclusão numa escola e sem data de arranque na outra, as intervenções nas EB 2,3 de Pevidém e Santos Simões continuam em aberto. O tema voltou à reunião do executivo municipal de Guimarães, por iniciativa do vereador do Chega, Nuno Vaz Monteiro, que pediu esclarecimentos sobre o andamento dos dois processos.
Pevidém: empreitada em atraso e fundos europeus perdidos
No caso de Pevidém, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, admitiu que a obra está atrasada e garantiu que o município procura acelerar os trabalhos. Ainda assim, reconheceu não dispor, para já, de uma data prevista para a conclusão. A requalificação estava inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas não ficou pronta dentro do calendário exigido. Perante isso, a autarquia cancelou o acordo de financiamento e está agora a preparar uma nova candidatura, desta vez a fundos nacionais e europeus.
Santos Simões: à espera de resposta
Quanto à Santos Simões, o pedido de financiamento já deu entrada, mas ainda não foi decidido. O autarca disse esperar uma resposta até ao fim do ano, sem conseguir, porém, apontar quando poderão começar os trabalhos. Entretanto, o município está a preparar a mudança provisória da comunidade escolar para as instalações do Verbo Divino. Os procedimentos já foram desencadeados, mas a obra não tem o financiamento assegurado, e a transferência, que se previa para o final do primeiro período, continua sem data confirmada.
«Da parte da Câmara, estamos preparados e a fazer tudo o que está ao nosso alcance relativamente à escola Santos Simões», sublinhou Ricardo Araújo, lembrando que tudo depende da resposta sobre o financiamento.
Chega quer inventário do património municipal
Na mesma reunião, Nuno Vaz Monteiro anunciou que vai formalizar um requerimento a pedir a lista de todos os imóveis pertencentes ao município, bem como a indicação do uso dado a cada um. O presidente da Câmara reconheceu que o vereador tem legitimidade para pedir esta informação e assegurou que os serviços municipais a farão chegar.
