ESPAÇO DO CIDADÃO

Por José da Silva Mendes

No dia 5 de Dezembro de 2018, o Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Domingos Bragança, inaugurou o 19° Espaço do Cidadão na Freguesia de Urgeses, conjuntamente com o Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, estando ainda presentes as autoridades locais.

Em nosso entender, a instalação do Espaço do Cidadão numa Freguesia que integra a zona urbana da cidade, faz muito pouco sentido, já que tais serviços funcionam no edifício da Câmara Municipal, que fica a muito pouca distância e deste modo retira movimento de cidadãos à própria cidade. Todavia, o que nos parece ser mais importante, é dar prioridade à instalação da Loja do Cidadão,que presta um serviço bem mais completo e que continuará ser motivo para atração à cidade de cidadãos de outros concelhos vizinhos.

Registamos ainda que este executivo camarário se preocupa demasiado em dar continuidade às Ciclovias e às ExcentriCidades dos programas culturais, que para nós significa dizer às populações que fiquem lá no seu cantinho, que não precisam de vir à cidade, o que para o comércio local não deixa de constituir acentuado decréscimo de movimento por redundar em falta de clientes.

O que a Câmara Municipal deveria pensar seriamente, era na necessidade urgente de projetar uma cintura exterior à cidade, projeto este que, há mais de 4 décadas, o ex-Presidente da Câmara, Dr. Bernardino Abreu, estava a trabalhar no sentido de aproximar as Vilas e os diversos pólos populacionais à sua cidade.

É sabido que a maioria dos habitantes do nosso concelho estão de costas viradas para a cidade, muito devido à falta de uma rede viária capaz, sendo este um dos maiores problemas, que não se resolve com a construção de Ciclovias cuja iniciativa nos parece mais ser uma das medidas folclóricas, com os devidos gastos financeiros e cuja prioridade é muito discutível e não nos parece bem colocar a carroça à frente do burro.

A continuar esta linha política, Guimarães continuará a ser classificada como uma “Cidade Engarrafada”, de acordo com um estudo recente da INRIX, organização norte-americana que classifica Guimarães em terceiro lugar, logo atrás respectivamente de Lisboa e Porto. No início do mês de Agosto do ano que findou, os deputados do Partido Socialista eleitos pelo distrito de Braga, dirigiram uma pergunta ao então Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, questionando o governo sobre a falta de limpeza das bermas, valetas e passeios ao longo das Estradas Nacionais do Distrito de Braga. Pena foi que os mesmos deputados se tivessem esquecido de abordar aquele governante para a demora na solução do nó de Silvares, com mais de 12 anos de atraso e ainda a ligação do AvePark à autoestrada. Este tipo de obras, se acaso fosse no concelho de Braga, será que tinha o mesmo compasso de espera?

O Presidente da Comissão Política do Partido Socialista de Guimarães e ainda um dos seus colegas Vereador, bem como o Vereador do CDS, passam obrigatoriamente na estrada que vem das Taipas em direção à cidade. O que se lhes pergunta é se, por acaso, não sentem na pele as dificuldades deste percurso? Porque não colocar a Rede Viária de Guimarães no Parlamento e até nas reuniões da Câmara Municipal?

O Senhor Presidente da Câmara, na sua mensagem de ano novo, deu-nos a conhecer diversos projetos para os próximos tempos, muitos dos quais já por diversos vezes repetidos e até bastante demorados na sua execução. Todavia, estranhamos que na sua comunicação nada tenha dito sobre para quando o funcionamento em Guimarães dos cursos da Escola Superior de Hotelaria, que funcionam pelo segundo ano consecutivo em Barcelos. Oxalá que a demora do seu funcionamento não venha a dar o mesmo resultado da Escola de Enfermagem, que se perdeu, por inércia do executivo camarário de então. Também nada foi dito em relação à Loja do Cidadão e para quando a sua entrada em funcionamento.

Quanto à pretensão de ver o 24 de Junho ser considerado o Dia de Portugal, mais importante que o desejo é passar das intenções à prática, dando início a tal petição junto do Parlamento, com o envio de 5 a 10 mil assinaturas, que podem ser conseguidas com a colaboração dos Presidentes de Junta de Freguesia e dos diversos partidos políticos.

No dia 13 de Dezembro, em reunião de Câmara, o Senhor Presidente manifestou o desejo de adquirir cerca de 10 hectares de terreno na Quinta de Minotes,mas nada foi dito sobre o que fazer aos terrenos adquiridos e pagos para a projetada estrada por altura do Euro 2004, passados já cerca de 15 anos, terrenos esses que ainda estão na posse dos antigos proprietários, e ainda uma faixa de terreno na posse de particulares.

A projetada estrada previa fazer a ligação com a Rua da Melreira – Fermentões e para isso foi adquirido parte do terreno da frente da casa que confronta com a rua acima referenciada e o início da Rua de Minotes. De acordo com a informação que chegou até nós, foi-nos dito que a rua não vai ser feita e assim sendo, como estão em causa dinheiros públicos, esta situação pode estar à mercê do desleixo do executivo camarário.

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