Especialistas avaliam ponto de situação epidemiológica

O primeiro-ministro e líderes partidários encontram-se reunidos esta terça-feira no Infarmed com especialistas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

Esta reunião entre especialistas, dirigentes políticos e representantes de organizações da sociedade civil antecede a decisão, tida como certa, de colocar o país em novo confinamento geral para travar o avanço da pandemia depois de na última semana terem aumentado significativamente os números de mortos e de novos casos de covid-19.

11h55 – Quanto à perceção do risco, quem demonstrou maiores índices foram os homens, os jovens e as pessoas com baixa escolaridade, revela Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

“Até agora, o grande problema é a ausência de vacinas disponíveis”

Francisco Ramos, coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação

11h49 – O coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação adiantou que, entre fevereiro e março, Portugal conta receber cerca de 1,4 milhões de doses de vacinas, caso a União Europeia aprove a vacina da Astra/Zeneca.

11h44 – Francisco Ramos realçou a diferença entre inoculação e vacinação, salientando que ainda não há qualquer pessoa vacinada em Portugal porque a vacina só tem efeito após a segunda dose.

11h44 – O coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação contra a covid-19, Francisco Ramos, revelou que, até esta segunda-feira, Portugal recebeu cerca de 160 mil doses da vacina. Houve 67.160 doses distribuidas e 74.099 pessoas inoculadas entre 26 de dezembro e 8 de janeiro.

“No final de fevereiro, teremos condições para terminar a vacinação de funcionários de lares e internados em cuidados intensivos”

Francisco Ramos, coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação

11h33 – Sem novas restrições, iria haver um aumento de 23% do número de casos, de 7% do número de mortes e de 20% de internamentos, diz Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto. 

11h22 – “É difícil evitar” que os internamentos em cuidados intensivos atinjam os 700 e que o país ultrapasse as 140 mortes diárias, afirmou Carmo Gomes. A 24 de janeiro, a previsão é de que venham a existir 154 óbitos.

“Temos pela frente as semanas mais difíceis desta pandemia”

Manuel do Carmo Gomes , da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

11h17 – Aproximadamente 5.000 casos não foram detetados na semana do Natal. Terão sido essas as pessoas que causaram a “situação aguda” no país depois de 25 de dezembro.

11h14 – Na semana do Natal deu-se um fenómeno pouco comum: houve menos testes positivos, mas a incidência subiu. Ou seja, há casos que “terão escapado” às testagens. Esta é “uma das explicações” para a subida “muito anormal” de casos após esta festividade, afirma Manuel do Carmo Gomes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

10h49 – Baltazar Nunes informou ainda que as medidas de confinamento ao fim de semana reduziram incidência de casos e das hospitalizações. O especialista diz também que com medidas de confinamento, mantendo as escolas abertas, a velocidade de transmissão da covid vai diminuir.

10h40 – Velocidade da transmissão do vírus inverteu-se no Natal: R(t) está no 1,22. Antes de 25 de dezembro estava em 0,98. É “um valor elevado” que traduz a situação em todo o país, diz Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

10h36 – André Peralta Santos refere que Portugal está com 871 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias, um “máximo histórico”.

“Tudo indica que vai continuar em crescimento”

Óscar Felgueiras, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

10h23 – No Norte do país há “apesar de tudo, uma tendência decrescente” a nível de hospitalizações. Em todas as outras regiões, a tendência é crescente.

10h23 – Quanto às regiões, André Peralta Santos informou que há dois grandes grupos: Portugal continental tem “todas as regiões a subir”, enquanto que, nas duas regiões autónomas, há uma tendência de crescimento mas a incidência é menor.

10h21 – Os óbitos vinham também numa tendência decrescente, mas a situação também se inverteu a partir de janeiro. As mortes estão em “máximos históricos” a nível nacional, com uma subida em todas as regiões.

10h16 – André Peralta Santos, da DGS, traçou a situação epidemiológica do país. O especialista deu conta de que, desde o início deste ano 2021, tem havido um crescimento de casos “em todos os grupos etários”. O grupo etário de maior risco, que engloba os cidadãos com mais de 80 anos, “acompanha o crescimento nacional”.

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