Esperar e desesperar à espera da declaração de isolamento profilático

Devido à pandemia Covid-19, existem várias situações que obrigam as pessoas a ficarem em casa. Por ter estado em contacto com alguém positivo, por testar positivo, por ter de prestar assistência e até por querer fazer um isolamento voluntário. Maria do Carmo Alves teve de ficar em isolamento devido à infeção do filho e, um mês depois de falar com o delegado de saúde, ainda não obteve a sua declaração de isolamento profilático.

Maria do Carmo Alves, uma cidadã vimaranense conta ao Mais Guimarães que, um mês depois de falar com o delegado de saúde, ainda não obteve a sua declaração de isolamento profilático.

A declaração provisória de isolamento profilático (DPIP) é emitida após o contacto com o SNS 24, na sequência das instruções recebidas para isolamento em domicílio. Esta mesma declaração serve como justificação da ausência do seu local de trabalho.

A declaração é emitida pela autoridade de saúde local, o médico de saúde pública, ou seja, o delegado de saúde.




No caso de Maria do Carmo Alves, foi a médica de família que recomendou que ficasse de quarentena, pois o seu filho testou positivo à Covid-19, tendo recebido a notícia a 13 de outubro à noite.

Depois de dez dias em isolamento devido ao filho da cidadã vimaranense, a mesma médica de família deu alta e o filho regressou novamente ao trabalho, sem nunca ter sido contactado por nenhum delegado de saúde. Maria acabaria por regressar ao trabalho após cumprir os 14 dias de isolamento profilático.

Por coincidência ou não, no dia que voltou ao trabalho, Maria do Carmo foi contactada pela delegação de saúde: “a senhora fez-me umas questões sobre como me sentia e que o delegado me ia contactar em breve”.

E assim aconteceu. No dia seguinte, 29 de outubro, o delegado de saúde acabou por ligar e informar que a declaração ia demorar e teria de “ter paciência e aguardar”.

A 27 de novembro, quase um mês desde a conversa com o delegado e, continua sem receber a declaração e, segundo a própria, sem meio mês de ordenado. “Eu estou a pensar que vou perder esse dinheiro”, conta.

Por chamada ou e-mail, a vimaranense procura obter respostas, de forma a acabar de vez com o problema, no entanto, sem qualquer sucesso: “ninguém atende, ninguém responde aos e-mails. Chego a enviar dois, três por dia”.

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