EX-UTENTE PROTESTA EM FRENTE À V.O.T. DE SÃO FRANCISCO

José de Castro, 72 anos, ocupou, na manhã desta segunda-feira, o jardim em frente à Venerável Ordem Terceira de S. Francisco (V.O.T.), com frases de visível descontentamento para com a instituição. Quase de imediato, várias pessoas que passavam pelo local, aproximaram-se, para perceber o motivo do protesto.

Ao Mais Guimarães, o cidadão vimaranense afirmou que o ponto de partida para este conflito foi dado a 14 de dezembro de 2014, quando José de Castro caiu junto do pilarete, nas imediações do Lar. “O Lar nem chamou o INEM”, disse José de Castro, que diz ter partido dentes e ter ficado com a cara e os joelhos a sangrar. José culpa o Lar pelo incidente e a sua relação com a instituição foi-se degradando. A 13 de maio de 2015, o ex-utente foi expulso. e, segundo o próprio, “sem que o tribunal tivesse dado essa ordem”. O vimaranense vai mais longe e diz que o anterior advogado e a Segurança Social “estão comprados pelo Lar de São Francisco”. A companheira de José de Castro ainda se encontra no Lar, mas o homem de 72 anos acusa a instituição de ter pedido o pagamento de uma joia aquando da sua inscrição, no valor de 2.500 euros, sem que fosse passado recibo. Esta queixa foi mesmo enviada à Segurança Social.

José de Castro quer voltar para um Lar, e se não for o de São Francisco, “pode ser outro no centro da cidade”. O cidadão pede a demissão do presidente Belmiro Jordão e de toda a família e garante que vai lutar pelas indemnizações que considera ter direito: “até hoje não recebi um cêntimo do Lar”, disse.

Belmiro Jordão garante que a história verídica é “totalmente ao contrário”

“É precisamente o contrário. Foi o tribunal que o condenou. Ele uma vez tentou aqui entrar, já depois de não ser permitida aqui a sua permanência, eu chamei a polícia e, como ele já não era utente da casa, a polícia pô-lo lá fora. Ele na altura fez uma manifestação no exterior, portanto esta já é a segunda. A resolução do tribunal foi que ele fosse expulso daqui, sem qualquer direito”, disse o presidente da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco. Belmiro Jordão garante que não expulsou ninguém, até porque essa responsabilidade é da Segurança Social.

Quanto ao acidente que, em dezembro de 2014, deu início ao desentendimento, Belmiro Jordão afirma que José de Castro foi assistido pelas enfermeiras do Lar e que lhe foi dado um Paracetamol. Mesmo assim foi aconselhado a ir ao hospital, mas como era hora do almoço o sr. José recusou-se. De tarde ele voltou a recusar-se a ir”, disse.

O ex-utente pede uma indemnização por parte da Venerável Ordem, mas, segundo o seu presidente, esta já lhe foi dada pela Câmara Municipal, entidade responsável pelo pilarete. Ele veio aqui para pedir indemnização, mas eu disse-lhe que deveria ir à Câmara, onde realmente foi indemnizado, sem justificação nenhuma. 100 euros, apesar de não haver relatórios. Ele andava sempre lá a pressionar e para o calarem deram-lhe 100 euros. Foi uma amabilidade do presidente da Câmara para o ajudar”, concluiu.

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