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“FALTA CONCRETIZAR ALGO” NO APOIO DA CÂMARA AOS TRABALHADORES, DIZ CDU

Deputada Mariana Silva reuniu com “urgência” com Domingos Bragança. Situação do grupo Kyaia serviu de mote à conversa.

Delegação municipal da CDU reuniu com o presidente do município com “caráter de urgência”. ©Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

O grupo municipal da CDU reuniu, na tarde da última segunda-feira, com o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, numa sessão com “caráter de urgência”. Com uma delegação liderada por Mariana Silva, líder da bancada municipal da CDU e deputada na Assembleia da República, a coligação procurou, no encontro, perceber o papel da câmara municipal na defesa dos trabalhadores do concelho, tendo como exemplo principal o grupo Kyaia.

Ao Mais Guimarães, e em jeito de balanço da reunião com o Edil, Mariana Silva disse que “mais do que chamar investidores para o concelho, é importante garantir as condições dos trabalhadores do concelho”. A deputada reconheceu “o programa social” da Câmara Municipal, ao qual os trabalhadores que, de repente, se encontrem em situação de desemprego podem recorrer para obter apoios, mas salientou que “falta concretizar algo mais” neste âmbito.

“Somos um concelho pobre, com salários mais baixos do que outros”, reforçou Mariana Silva, que fez notar a fase negativa que os setores têxtil e do calçado estão, neste momento, a atravessar na região do Minho. “Em novembro já fecharam muitas fábricas. E não nos podemos esquecer de que, em janeiro, muitos trabalhadores podem ser apanhados de surpresa”, acrescentou. Uma das empresas foi a Dobraconfex, em Penselo, que fechou portas com um passivo de meio milhão de euros. Mariana Silva apontou ainda como exemplo a situação dos trabalhadores da Kyaia: “São 500 trabalhadores, de Guimarães e de Paredes de Coura. É muita gente.”  Recorde-se que os trabalhadores do grupo protestam a adição de 20 minutos diários ao horário laboral — devido à imposição de dois intervalos diários de 10 minutos —, o que perfaz um total de 1 hora e 40 minutos por semana, que se somam às 40 horas semanais. “Este ano nem houve o cabaz de Natal que o Senhor Fortunato costumava dar aos seus trabalhadores”, adiu.

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