Feira semanal é paragem obrigatória dos emigrantes

Caminhamos a passos largos para o mês de agosto. Com ele, tal como é habitual, chegam os emigrantes que aproveitam as férias para regressar à sua terra natal. Na verdade, para muitos, é a época pela qual aguardar todo o ano. Pôr os abraços em dia, voltar a sentir aqueles que lhes são queridos e, sobretudo, revisitar os locais que marcam as suas histórias.

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É o caso de Maria dos Prazeres. Vive em Lile, França, já há 50 anos e, apesar de ter deixado Portugal com apenas um ano e maio, confirma que “sabe sempre bem voltar” para visitar a família e amigos.

Além de considerar que Portugal “tem muitos sítios bonitos a visitar”, considera que o país tem “uma boa qualidade de vida”. A feira semanal das Taipas e da cidade são também um local de passagem obrigatória porque, admite, “as coisas são mais baratas”.

Devido às restrições impostas pela pandemia, que não lhe permitiram a viagem habitual, Maria dos Prazeres contou que “o regresso está a ser muito bom” e admite voltar sempre que seja possível.

Já as irmãs Cindi e Celina Cunha Silva nasceram em Paris, mas todos os anos regressam às Caldas das Taipas. Reconhecem que é “bom regressar, especialmente no mês de julho, quando ainda não há tantos emigrantes”.

Mesmo com o passar dos anos, as visitas à feira, à praia, ao centro da cidade de Guimarães, Sameiro e Bom Jesus “nunca falham”.

Também do lado dos comerciantes, o regresso dos emigrantes representa uma lufada de ar fresco. Muitos são aqueles que decidem investir em alguns produtos para levar consigo para o seu país, mas o poder de compra já não é o que era.

Carlos Ramos tem a sua banca na feira semanal das Taipas há vários anos. O comerciante, natural do Porto, admite que “esta é uma zona de muitos emigrantes” e que se nota a sua afluência durante todo o ano. Acredita que durante o mês de agosto, a adesão seja ainda mais significativa.

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