Floristas perdem até 70% com fecho dos cemitérios

Um fim de semana em que as floristas normalmente tinham uma maior afluência nas suas lojas, com o encerramento de alguns cemitérios os seus negócios ressentiram-se com quebras entre os 50% e os 70%.

O ano 2020 já não estava a ser favorável para o setor das flores, sem casamentos, batizados e outras festividades. Agora, com as limitações decretadas pelo governo para o passado fim de semana, a situação ficou ainda menos benéfica para este setor, visto que era altura em que havia uma maior afluência às floristas.

O Mais Guimarães contactou quatro floristas do concelho, de forma a perceber a opinião sobre o encerramento dos cemitérios e qual o impacto no negócio.




Todas as floristas demonstraram que foi uma medida justa do ponto de vista da saúde pública, contudo “poderia ter-se contornado a situação de maneira diferente”, revela a proprietária da Bloom Creative.

“No Dia de Todos os Santos ser uma medida justa, mas nos outros dias não era necessário”, revela o proprietário da Florista Casa de Entre -Vinhos. Contudo, o que mais indignou uma das contactadas foi o facto de uns cemitérios fecharem e outros não. Apesar de tudo, trabalhou bem, até porque “as pessoas zelaram na mesma pelas suas campas, mesmo durante a semana, porque pensavam que sexta-feira já estariam fechados”, afirma a proprietária da Florista Azurém.

Para a florista das lojas Meramente Florido, houve trabalho, mas nada de especial: “não houve afluência, houve mãos para tudo este ano”. Neste caso em particular, esta florista tem quatro lojas e, apesar de ainda não ter efetuado um balanço, conta com uma quebra na ordem dos 50% nesta altura.

A Florista Bloom Creative tem a sua loja num centro comercial no centro de Guimarães, e desde o início da pandemia que tem ocorrido oscilações na afluência dos clientes ao seu estabelecimento, principalmente “por estar num local como este, em que as pessoas não o consideram totalmente seguro”, e nesta ocasião de celebração dos ente queridos que já partiram, não foi diferente, acabando mesmo por ter uma quebra de 70%. Apesar disso, esta situação em que vivemos ajudou a “crescer o negócio online”, conta.

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