No primeiro volume, o autor explorou diferentes modos de imaginar, das cores e da transformação da pintura à inquietação religiosa, das viagens ao desconhecido às paixões humanas. Neste segundo livro, Francisco Louçã dedica-se aos imaginários e à forma como a imaginação cria e relaciona sistemas de imagens, contribuindo para a nossa compreensão do mundo.
A obra percorre três grandes territórios: o imaginário das utopias, que requer consistência, o da ciência, que se proclama exata, e o da vida quotidiana, da alimentação à comunicação, num tempo marcado pela aceleração e pela necessidade de recuperar a lentidão.
Em “Imaginação – Volume II”, o autor propõe uma reflexão sobre a capacidade humana de criar, conhecer e transformar a realidade, cruzando diferentes áreas do conhecimento e da experiência. A imaginação surge, assim, como uma força essencial da cultura e do pensamento, capaz de estabelecer ligações entre saberes, experiências e formas de interpretar a vida.
O primeiro volume da obra mereceu elogios de diversas personalidades da cultura, da ciência e do pensamento em Portugal. Lídia Jorge destacou a sua natureza “densa, mas permeável”, Manuel Sobrinho Simões classificou-o como “brilhante” e José Luís Peixoto sublinhou a dimensão do conhecimento reunido na obra, que permite vislumbrar “a imensa e inesgotável imaginação”.
