Futuro do futebol distrital gera preocupações

João Faria e Filipe Oliveira

A temporada 2019/2020 terminou precocemente e criou problemas aos clubes, mas o futuro permanece envolto de indefinições e algumas preocupações.

As provas organizadas pela Associação de Futebol de Braga continuam sem datas e previsões para o regresso e, embora os clubes estejam a estruturar-se para o ano desportivo 2020/2021, o árduo trabalho poderá esbarrar nas decisões da Direção Geral de Saúde (DGS), a entidade que irá decidir, fruto da evolução da pandemia do Covid 19, se existem ou não condições para um retorno em segurança.

Filipe Oliveira, presidente do Ponte, é um dos dirigentes que revela apreensão. “Estou muito preocupado. Na semana passada tentei saber algo e ainda não há respostas. Tenho muitas dúvidas se a próxima época poderá avançar. Mas espero estar enganado. Vamos manter o otimismo. Se as competições não avançarem, iremos perder patrocinadores e poderemos perder associados, o que é complicado, porque com ou sem competição, há gastos fixos, como manutenção, luz, gás e água”, lembrou.

“Vamos mantendo o otimismo. O clube está preparado para competir e já temos o plantel praticamente fechado. E, no próximo dia 25, vamos fazer a apresentação à comunicação social. As obras também decorrem a bom ritmo”, adiantou.




O mesmo receio apresenta João Faria, presidente do Santiago Mascotelos. “Sou um otimista por natureza, mas estão a brincar com coisas sérias. O mais grave disto tudo é estar parado há vários meses e não termos indicações de nada. É preciso tomar decisões e ninguém as toma. Estamos neste impasse sem saber o que vai acontecer. Podiam, ao menos, dar uma previsão e uma orientação. Estamos a falar do futuro de milhares de jogadores”, lembrou.

Independentemente do impasse, no Santiago Mascotelos prepara-se o futuro. “Temos tudo preparado para voltar a competir. O plantel está praticamente fechado”, anunciou.

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