Futuro, sustentabilidade e o feriado nacional: o discurso de Domingos Bragança

As últimas palavras de Domingos Bragança, presidente do executivo vimaranense, no discurso da sessão solene do 24 de junho foram dirigidas ao ministro da Administração Interna. O edil acredita ter no representante do governo português um aliado para que o feriado municipal se estenda ao resto do país.

© Hugo Marcelo/Mais Guimarães

O Grande Auditório Francisca Abreu, no Centro Cultural Vila Flor, foi o epicentro das celebrações do Dia 1 de Portugal ao final da tarde desta sexta-feira, dia 24 de junho. Com o Castelo de Guimarães como pano de fundo, já depois de serem atribuídas as Medalhas de Mérito Municipal a quatro figuras vimaranenses e na presença de José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, que presidiu a sessão solene das comemorações de 2022, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, projetou as comemorações do 900.º aniversário da Batalha de São Mamede em 2028, abordou a questão da sustentabilidade e da candidatura a Capital Verde Europeia e terminou com um apelo ao ministro para atribuir a classificação de feriado nacional à efeméride.

“Que importância atribuir a uma batalha que deu início à história de um povo e de um país milenar?”. Foi com uma questão que o edil municipal começou o discurso da sessão solene das comemorações do 24 de junho. E respondeu: “a importância desta data histórica que dá início à formação de Portugal, é ineludível para Guimarães e para Portugal”. Foi a partir desta declaração que Domingos Bragança começou por projetar as comemorações de 2028, ano em que se vão comemorar 900 anos desde a Batalha de São Mamede. Explicou o presidente do executivo que “porque o dia de hoje é importante para Guimarães e para Portugal, criaremos uma comissão que se encarregará de preparar as comemorações”. É, na verdade, uma comissão que se divide em duas. Haverá, assim, “uma comissão científica que englobará os mais reputados medievalistas das instituições de ensino superior e de investigação do país” e “uma comissão de honra onde estarão representadas entidades e personalidades relevantes das histórias de Guimarães e de Portugal”. Para Domingos Bragança, as comemorações de 2028 “serão um momento alto e um testemunho do amor que os vimaranenses têm pelas suas origens, pela sua terra”.

A sustentabilidade é um dos pilares da visão de futuro do executivo vimaranense e Domingos Bragança fez questão de o enfatizar durante o dia de hoje. Fê-lo, ao final da manhã, na inauguração do Batoca Park e na sessão solene no Centro Cultural Vila Flor ao final da tarde. “A nossa visão de futuro que almejamos não prescinde da premissa basilar da sustentabilidade e da preservação ambiental”, começou por dizer. A mobilidade foi um dos tónicos incontornáveis e o presidente da Câmara Municipal afirmou que “um sistema de mobilidade por metro que interligue as quatro cidades [do quadrilátero] e que possibilite a ligação destas à futura estação ferroviária de alta velocidade” deve ser um “desígnio regional e nacional”.

As últimas palavras do discurso do governador vimaranense foram dirigidas a José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, para “fundamentar a justeza que constituirá a atribuição da classificação de feriado nacional ao 24 de junho”. O edil afirmou estar confiante de que toma o ministro por aliado nesta luta que trava há muitos anos: “estou certo de que vossa excelência, senhor ministro, nos ajudará neste propósito”. Domingos Bragança terminou com a recordação do discurso da sessão solene de 2021, presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República. “Em Guimarães há um pulsar coletivo que não prescinde da ideia de que aqui nasceu Portugal, de que o 24 de junho é o seu primeiro dia; um pulsar coletivo que queremos ver estendido a todo o país”, afirmou.

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