Governo aperta medidas

O Governo voltou a reunir-se esta quinta-feira, 12 de novembro, para reavaliar as medidas restritivas de combate à Covid-19. Primeiro-ministro afirma que atualmente “a situação é mais grave e crítica do que aquela que vivemos na primeira fase da pandemia”.

Em conferência de imprensa após a reunião de Conselho de Ministros, António Costa revela que “o número de pessoas internadas é francamente superior à que tivemos na primeira vaga”. O primeiro-ministro português realça também que os primeiros dias do estado de emergência é positivo, com o “acatamento generalizado e comportamento cívico”.

Entre as decisões esteve tomadas está a atualização da lista dos concelhos de risco. Sobe para 191 os concelhos abrangidos pelas medidas do estado de emergência.




É de realçar que sete concelhos saíram da “lista negra” e são eles: Tabuaço, São João da Pesqueira, Mesão Frio, Pinhel, Tondela, Batalha e Moimenta da Beira.

Encerramento dos estabelecimentos

Como estava previsto, haverá o encerramento do comércio e restauração a partir das 13h00 no fim de semana. António Costa esclareceu que, a partir das 13h00 de sábado e até às 08h00 de domingo, assim como a partir 13h00 de domingo até às 08h00 de segunda-feira, todos estes estabelecimentos estarão fechados.

Farmácia, clínicas e consultórios, estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua e até 200m2 e bombas de gasolina serão as exceções ao encerramento de estabelecimentos.

O Governo vai apoiar os restaurantes com 20% da perda da receita nos próximos dois fins de semana. Segundo o primeiro-ministro, para além do lay-off simplificado, espera que com as outras medidas de apoio, este setor consiga fazer face às perdas de lucros.

Quanto ao comércio local, este não vai ter apoios extraordinários. Costa diz que “as compras podem ser feitas antes das 13h00. Shoppings e hipermercados estarão também fechados.

A limitação será apenas relativamente aos horários, com o recolher obrigatório, e não está prevista a limitação de circulação entre concelhos.

António Costa afirma também que “a perceção que tem neste momento é que as medidas tomadas até agora ainda não surtiram efeito”. O primeiro-ministro pede “que todos pensem no cansaço daqueles que estão a trabalhar nos hospitais”.

Em relação ao Natal, o primeiro-ministro espera “que seja minimamente afetado. As famílias têm de se preparar para festejar esta época de forma diferente”.

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