GREVE CLIMÁTICA ESTUDANTIL: CARTAZES EM RISTE PELO AMBIENTE

Foram muitos os estudantes que se reuniram, em forma de protesto, no Largo do Toural, pelo ambiente. Os professores acompanharam-nos na causa, “que é de todos”.

@Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

A greve climática estudantil estava marcada para as 16h00 e os estudantes foram pontuais. Acompanhados pelos seus professores, marcharam para o Largo do Toural para mostrar que este é um problema de todos. Ordenam mudança e tomada de medidas concretas de quem os representa, mostram os seus cartazes reivindicativos cheios de frases criativas, mas, acima de tudo, lutam por uma causa.

Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Patrícia, 18 anos, é aluna na Cenatex, acredita que as alterações climáticas “são preocupantes” e veio acompanhado pelas colegas de turma. “Faço reciclagem e não deito lixo para o chão, por exemplo”, diz. A Cenatex, que é uma eco escola, propôs aos alunos a realização de cartazes, e os estudantes atenderam à chamada.

Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Luísa, com 15 anos, estudante da Escola Martins Sarmento, garante que se preocupa “realmente”. “As pessoas têm mesmo de começar a preocupar-se com o ambiente. Nota-se que o clima está a ficar avariado”, brinca, mantendo a mensagem que quer passar. “Aviso sempre os meus amigos quando deitam lixo para o chão, fico mesmo chateada”, conta. Segura um cartaz onde as letras exclamam “Protege o clima!”. “Se os governos nos estão a representar, também têm de cuidar de nós e de nos ouvir. É por isso que fazemos estas greves”, diz.

Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Os professores sentem as preocupações dos mais novos e garantem que os estudantes estão agora “mais sensibilizados”. Gisela Freitas, professora na Escola Secundária Martins Sarmento, explica: “Nota-se que os miúdos estão cada vez mais recetivos a essa problemática, estão mais cientes da sua necessidade de mudar o seu dia-a-dia. Atualmente, torna-se mais fácil tornar a mensagem.” Ana Portugal, professora no Colégio Nossa Senhora da Conceição, pensa que o papel das escolas é “muito importante porque sensibiliza os alunos para esta questão”. “Os adultos estão cada vez mais sensibilizados. Tem havido alguma educação e pedagogia ambiental e acho que isso se nota”, refere. Para a professora Gisela, o maior contributo e mudança que se pode fazer reside “nos hábitos de consumo”, mas também “na questão da mobilidade”. O mesmo afirma a professora Ana, que evita comprar “produtos mini-embalados em plástico”.

Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Sofia, 16 anos, estudante da Martins Sarmento, garante que viria à manifestação mesmo que os professores não tivessem incentivado. E é da opinião de que “quem é mais responsável” não tem feito “o suficiente”. “Temos menos culpa e somos nós quem está a defender mais o ambiente”, diz. “Gostava de comer menos carne, não tenho conseguido, mas espero chegar a esse ponto”, acrescenta.

A Greve Estudantil de Guimarães insere-se no programa da Green Week, evento que se prolonga até este domingo.

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