Guimarães assinala este sábado o terceiro aniversário do alargamento da área classificada como Património Mundial da UNESCO à antiga zona fabril de Couros. O programa prolonga-se até domingo e inclui caminhadas, oficinas, uma conferência, concertos corais e espetáculos.
Sábado: caminhadas, oficinas e vozes corais
O dia do aniversário começa com “Peregrinar das águas”, uma caminhada performativa de quatro horas que parte da foz, na confluência com o rio Selho. Rosana Pereira, Bruna Freitas e Sofia Machado orientam momentos de escuta e silêncio, caminhada consciente e movimento, canto coletivo e sonoridades ligadas à água através do barro. Às 10h00, quem prefere percursos tem uma alternativa: “Da Capela de São Crispim e São Crispiniano às Antigas Manufaturas de Curtumes”, organizada pela Sociedade Martins Sarmento numa área exclusivamente classificada pela UNESCO. O trajeto passa pela Capela da Irmandade de São Crispim e São Crispiniano, pelo Largo do Retiro, pela Rua Egas Moniz, pela Alameda de São Dâmaso, pela Rua de Couros e pelo Largo do Trovador. À mesma hora, o Curtir Ciência recebe a oficina “Da pele ao couro”, para famílias com crianças dos seis aos 14 anos. Pouco depois, o Jardim da Fraterna serve de ponto de partida a “Couros Verde: Natureza Escondida no Património Mundial”, uma caminhada de 90 minutos para perceber a relação entre as árvores, a água, a biodiversidade e a história do território. A Casa da Memória associa-se às celebrações com a oficina “Curtir o nosso mapa”, em que os participantes desenham, numa superfície de couro, um mapa dos lugares que fazem parte da sua memória pessoal, e com o habitual “Receitas de Família”, às 12h30. Às 15h00, segue-se o percurso “Memórias da zona de Couros”, que dá a conhecer as etapas da produção de couro naquela antiga zona industrial. Às 15h30, realiza-se no Curtir Ciência a conferência “Dar Voz à água e às pedras – Património e Educação: o papel dos museus na relação com a comunidade”, antes de o canto co(u)ral chegar ao centro da cidade. Às 17h00, sai à rua o “Percurso Co(u)ral”, uma arruada que faz o património material e imaterial ganhar forma em vozes, objetos, sons e movimento, com o Coro En’Canto, de Guimarães, o Corué, de Évora, e o Modern Choir, de Madrid.
Seguem-se dois concertos: o “Concerto Co(u)ral n.º 1”, às 19h30, na igreja de São Francisco, com o Corué e o Orfeão de Guimarães, e o “Concerto Co(u)ral n.º 2”, às 21h30, na igreja de São Sebastião, com o Grupo Coral de Azurém e o Modern Choir.
Domingo: pátios e arraial
O domingo traz uma edição especial dos “Pátios do Bairro”, das 15h00 às 18h00, no Curtir Ciência, com uma instalação artística de José Teibão, uma degustação de Christian Rullán, chef do restaurante Le Babachris, e a música da harpista Angélica Salvi, que explora a ligação entre arquitetura, acústica e memória. Às 18h00, o Teatro Jordão recebe, nas suas galerias, “Arraial”, a mais recente criação da Outra Voz, coletivo com 16 anos de existência. O espetáculo, com 90 minutos de duração, conta com músicos da Sociedade Musical de Pevidém, alunos da Academia de Bailado de Guimarães e alunos de português para não falantes da Escola Secundária Francisco de Holanda.
Exposição patente até 30 de setembro
Quem quiser prolongar as comemorações pode ainda visitar a exposição “Couros”, na biblioteca da Sociedade Martins Sarmento, de terça-feira a domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, com entrada livre. A mostra, feita a partir do acervo bibliográfico da instituição, destaca o trabalho artístico das encadernações em couro de livros publicados em diferentes séculos.
