A iniciativa foi promovida pela Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) e organizada pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães, reunindo dadores, dirigentes associativos, representantes de instituições de saúde e autarcas num momento de homenagem e reconhecimento a quem, através da dádiva voluntária e regular, contribui para salvar vidas.
Durante a cerimónia foram distinguidos vários dadores pelos marcos alcançados de 50, 75 e 100 dádivas de sangue, num reconhecimento público pelo exemplo de solidariedade, generosidade e compromisso cívico demonstrado ao longo dos anos.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, foi igualmente homenageado pelos “elevados serviços prestados à causa da dádiva benévola de sangue”, distinção entregue por Alberto Mota, presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães e também presidente da FEPODABES.
As comemorações contaram com a presença de diversas individualidades, entre as quais o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães,Ricardo Araújo; Margarida Rodrigues, da Ação Social da Câmara Municipal de Guimarães; a Presidente do IPST e representante da Senhora Ministra da Saúde, Maria Antónia Escoval; o Presidente da Junta de Freguesia de Azurém, Rui Machado; o Presidente do Conselho de Administração da ULSAA, Pedro Cunha; o Deputado à Assembleia da República, Paulo Lopes Silva; o Vereador Nuno Vaz Monteiro e o Presidente da FEPODABES, Alberto Mota.
Na sua intervenção, Maria Antónia Escoval destacou a dimensão humana da dádiva de sangue, afirmando que “a transfusão é um ato profundamente humano” e que “quem doa, doa um pouco de si mesmo”. A responsável agradeceu também o trabalho desenvolvido pelos profissionais e instituições envolvidos em todo o processo, lembrando que existe uma complexa estrutura logística que, muitas vezes, permanece desconhecida da população.
A presidente do IPST recordou que as dádivas benévolas de sangue permitem salvar cerca de 1100 pessoas por dia, sublinhando a importância deste gesto para o funcionamento do sistema de saúde. Defendeu igualmente o modelo português de dádiva de sangue, assente no voluntariado, altruísmo e ausência de qualquer compensação financeira.
“Portugal assenta a sua política nesta matéria na dádiva benévola, voluntária e não remunerada”, afirmou, acrescentando que este modelo garante elevados níveis de segurança e sustentabilidade. Segundo Maria Antónia Escoval, os dadores motivados por razões altruístas representam uma maior garantia de segurança para os recetores e permitem que o sistema não fique dependente das oscilações do mercado.
A responsável destacou ainda o posicionamento de excelência de Portugal na área da transplantação, referindo que o país continua a ocupar lugares de destaque a nível europeu e mundial. Num momento em que as necessidades de sangue permanecem constantes, recordou um dado particularmente relevante: uma dádiva demora cerca de 30 minutos e pode contribuir para salvar até três vidas.
Por sua vez, Alberto Mota apelou à continuidade das campanhas de sensibilização e à mobilização de novos dadores, defendendo que a renovação geracional é um dos principais desafios para garantir reservas adequadas de sangue no futuro.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães saudou os mais de 400 participantes presentes e manifestou o orgulho do concelho em acolher as comemorações nacionais. Ricardo Araújo destacou ainda o papel da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães, sediada em Azurém, que se afirma como uma referência nacional na área da dádiva de sangue.
Segundo o autarca, a associação vimaranense mantém o estatuto de recordista nacional no número de recolhas efetuadas, tendo ultrapassado as 11 mil dádivas de sangue em 2025, um resultado que demonstra o dinamismo da instituição e o espírito solidário da comunidade.
As comemorações do Dia Mundial do Dador de Sangue terminaram com uma mensagem de agradecimento a todos os dadores que, através de um gesto simples, seguro e insubstituível, ajudam diariamente a salvar vidas e a reforçar os valores de solidariedade que sustentam a sociedade portuguesa.
