GUIMARÃES FICOU EM 5.º LUGAR NO PRÉMIO CAPITAL VERDE EUROPEIA

O município de Guimarães falhou “por pouco” o acesso à final do Prémio Capital Verde Europeia 2020. A Comissão Europeia divulgou esta sexta-feira, 27 de abril, o relatório sobre a avaliação da candidatura de Guimarães. Entre os 13 candidatos, Guimarães terminou no 5.º lugar. Os finalistas são Lahti, Gent e Lisboa.

Guimarães foi a quinta cidade que reuniu melhor avaliação por parte da Comissão Europeia no que toca ao Prémio Capital Verde Europeia 2020, ficando desta forma perto de integrar a lista de finalistas.

O relatório da Comissão Europeia demonstra que Guimarães fez uma boa adaptação às alterações climáticas, valoriza a natureza e biodiversidade, tem um bom desempenho energético e a nível de compromisso político. Nestes pontos, a Comissão Europeia colocou Guimarães em 2.º lugar, entre os 13 candidatos. No entanto, o 11.º lugar nas categorias de “água” e “uso sustentado dos terrenos” prejudicaram a posição final.

No que toca à adaptação às alterações climáticas, a Comissão Europeia afirma que Guimarães fez um “trabalho impressionante” em “muito pouco tempo”. Por entre os elogios às medidas já implementadas, como o planeamento territorial, os recursos hidráulicos, as áreas verdes e a biodiversidade, a Comissão recomenda Guimarães a debruçar-se sobre áreas como o calor e a seca.

Quanto à “Natureza e Biodiversidade”, David Jamieson, avaliador da área, considera que Guimarães tem “uma boa variedade de planos e estratégias que identificam e procuram proteger as paisagens, a biodiversidade e as paisagens verdes”. Iniciativas como o “Biodiversity Go!”, “PEGADAS”, “Guimarães mais floresta” e as “Brigadas Verdes” foram também elogiadas.

O “Desempenho Energético” de Guimarães também ficou no 2.º lugar entre os candidatos. A Comissão mostra-se agradada por Guimarães fornecer informação detalhada sobre o passado e o presente nesta categoria, e destaca a redução de 12% do consumo total de energia entre 2008 e 2017, considerando-o um “sucesso significativo”. Segundo a SECAP (Sustainable Energy and Climate Action Plan), a Guimarães pretende reduzir o consumo de energia em 39% e as emissões em 42% até 2030. Até 2050, o município pretende reduzir 100% de suas emissões.

O “Compromisso Político” de Guimarães também foi um dos melhores entre os candidatos. O Plano de Sustentabilidade para 2030, embora não mostre claramente como é que vai ser executado e a parceria entre a Câmara Municipal e a Universidade do Minho merecem destaque por parte da Comissão Europeia

O “Uso sustentado dos terrenos”, avaliado por Annemieke Smit, coloca Guimarães no 11.º lugar. Segundo o especialista, “a candidatura usa frases quase poéticas para demonstrar a situação de Guimarães. Infelizmente, por entre essas ‘imagens’, que quase poderiam ser colocadas numa brochura turística, muita informação não é dada”. Por fim, a Comissão considera que a candidatura desviou-se dos temas principais nesta área e, apesar de ter “boas coisas a acontecer”, a candidatura “não as demonstra”.

A “Água” foi outro dos tópicos que prejudicou o ranking final de Guimarães. A Comissão considera que podem ser feitas melhorias na rede de águas residuais e lamenta que a informação fornecida tenha como foco a história, começando em 1853, em vez de uma descrição geral dos objetivos já cumpridos. Em geral, no que toca à “Água”, a candidatura é considerada “pobre” e pode “ser melhorada”.

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