A visita resultou de um trabalho de identificação de locais realizado com o apoio da Divisão do Património Mundial e Bens Classificados da Câmara Municipal de Guimarães, permitindo selecionar habitações e moradores com as características pretendidas pela produção. O programa dedica-se à descoberta de janelas tradicionais em diferentes regiões do mundo, explorando não apenas o seu valor arquitetónico, mas também as histórias, memórias e vivências das pessoas que habitam esses espaços. Em Guimarães, a equipa centrou atenções nas janelas de guilhotina e nas janelas com gelosias, conhecidas como rótulas, elementos característicos da arquitetura tradicional do Centro Histórico.
Mais do que simples estruturas destinadas à entrada de luz e ventilação, estas janelas são apresentadas como testemunhos da história e da identidade dos lugares, refletindo modos de vida, influências culturais e soluções arquitetónicas desenvolvidas ao longo dos séculos.
A produção privilegiou habitações efetivamente ocupadas e contextos autênticos, colocando os próprios moradores no centro da narrativa. O objetivo passa por mostrar a relação entre as pessoas e os espaços que habitam, valorizando o património material e imaterial associado a cada comunidade. Com mais de 800 episódios produzidos ao longo de cerca de duas décadas, o programa “Sekai no Mado” é uma referência da televisão japonesa.
A iniciativa enquadra-se ainda na parceria de longa data entre a Tokyo Broadcasting System e o Centro do Património Mundial da UNESCO, através da qual a estação televisiva tem contribuído para a divulgação dos princípios e valores da Convenção do Património Mundial junto do público japonês.
Durante a estadia em Guimarães, a equipa foi recebida pelos vereadores Isabel Ferreira, responsável pelos pelouros da Cultura e Turismo, e Constantino Veiga, vereador do Centro Histórico, que acompanharam a iniciativa e sublinharam a importância da presença de Guimarães num programa com ampla audiência no Japão.
A emissão do episódio dedicado a Guimarães está prevista para o final de 2026 e permitirá dar a conhecer ao público japonês o património, a história e o quotidiano vimaranense.
