Carlos Marques: “Há quem passe fome por incúria do Estado”

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Manuela, nome fictício para esta vimaranense, encontrava-se desempregada e, em 2020, a receber o subsídio de desemprego.

Em novembro passado atingiu a idade para a reforma e, conforme as regras estabelecidas, foi informada de que deveria requerer a pensão de velhice com antecedência de três meses. Foi o que fez, em agosto de 2020.




A 7 de novembro, ao atingir os 66 anos e cinco meses, a idade de reforma, à mulher foi-lhe cortado prontamente o subsídio de desemprego.

Hoje, dia 18 de janeiro, e passados cinco meses da entrega do requerimento, Manuela ainda não recebeu qualquer informação relativamente à pensão a que tem direito, e consequentemente, está há mais de dois meses sem qualquer rendimento, “numa situação extremamente precária e a viver da ajuda de terceiros”, conta ao Mais Guimarães, Carlos Marques, próximo da mulher em causa.

O amigo conta que Manuela está, “naturalmente, num estado anímico muito difícil, à espera do deferimento do pedido, sem qualquer resposta ou esclarecimento, e a depender completamente da ajuda da família e amigos.”




Segundo Carlos Marques, “apesar das tentativas junto das instituições, a que se tem pouco acesso para saber o ponto da situação, não se obtém qualquer tipo de resposta.”

“Não se trata de um pedido de apoio extraordinário, mas sim de um direito que a pessoa tem e que construiu ao longo de uma vida de trabalho”

Carlos Marques

“Que Estado é este que não respeita aqueles que trabalharam uma vida inteira? Qual é o objetivo?”, questiona Carlos Marques. Até porque, acrescenta, “não se trata de um pedido de apoio extraordinário, mas sim de um direito que a pessoa tem e que construiu ao longo de uma vida de trabalho.”

O amigo, que tem acompanhado de perto a situação, questiona-se ainda sobre se “não seria possível que numa situação destas, a Pensão de Velhice fosse atribuída da mesma forma automática como foi o corte automático do subsídio de desemprego.”

Este vimaranense diz ainda conhecer mais casos como o desta mulher, e não compreende que estas pessoas, “ainda mais na situação difícil que atravessamos, aguardem desta forma que lhes sejam deferidas as suas pensões de velhice, e fiquem privadas de suprimirem necessidades básicas, como tratar da saúde, da alimentação e do vestuário, simplesmente porque não têm dinheiro.”

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