Habitação, saúde e o aumento do custo de vida são preocupações de Torcato Ribeiro

Ao Mais Guimarães, o candidato vimaranense, cabeça de lista da CDU nestas legislativas, considerou que a campanha tem “corrido bem”, e que “tem sido boa” a recetividade das pessoas do distrito às propostas da coligação de esquerda (PCP-PEV).

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Numa corrida em que o principal objetivo é a recuperação do deputado único pelo distrito perdido em 2019, Torcato Ribeiro lembrou a importância do distrito ter no parlamento “deputados que se preocupam com a região pela qual foram eleitos”, daí o slogan adotado pela CDU nesta campanha: “Devolver a voz à região”.

O cabeça de lista lembrou Carla Cruz, deputada da CDU até 2019, como um exemplo de alguém que foi “incansável” na promoção da “proximidade entre os eleitos e os eleitores”. Algo que “existiu e com muita intensidade”. As pessoas, segundo o vimaranense, “sabiam que podiam contar com ela, porque andava pelo distrito para ouvir, participar e para resolver os problemas locais”, algo que “não aconteceu nos últimos dois anos”.

Habitação, saúde e o aumento do custo de vida são preocupações de Torcato Ribeiro

Nesta campanha, os problemas relacionados com a habitação, a saúde e o aumento do custo de vida têm marcado o discurso de Torcato Ribeiro.

Quanto à habitação, o candidato apontou para a proposta da coligação para promover o aumento de habitação estudantil. Com o IPCA e a Universidade do Minho no distrito, “nota-se uma grande carência de habitação estudantil, para além da carência da habitação a preços aceitáveis para a generalidade da população”, disse Torcato Ribeiro.

“As pessoas não têm acesso a uma habitação condigna a preços compatíveis com os seus salários”

Torcato Ribeiro

O candidato comunista lembrou também os “problemas na saúde que é necessário resolver”, dando como exemplos a construção de um novo hospital em Barcelos, melhorias no hospital de Famalicão ou a entrada em funcionamento do serviço de Hemodinâmica do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães.

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Confrontando com a promessa feita esta segunda-feira por António Costa, de que havia já “95 milhões para o hospital de Barcelos”, Torcato Ribeiro considerou ser uma “medida claramente eleitoralista”. Segundo o candidato, António Costa, “de um momento para outro, passou a prometer tudo e mais alguma coisa, do que não conseguiu fazer antes do chumbo do Orçamento de Estado”.

Já quanto ao aumento do custo de vida, o candidato mostrou-se “preocupado com os aumentos verificados, em bens essenciais, neste início de ano” e que “não são acompanhados na mesma proporção pelo aumento dos salários”. A CDU, disse, defende que os portugueses “já deveriam estar com o salário mínimo na ordem dos 750 euros, e no final de 2022, nos 800 euros”.

“Se não houver um aumento dos salários capaz de anular a inflação, as pessoas vão continuar a perder poder de compra”, acrescenta Torcato Ribeiro, que lembra haver, no país “muita gente com salário mínimo que não sai do limiar da pobreza”.

A terminar, o vimaranense levantou uma questão que considerou “muito gravosa” para o mundo do trabalho, e que o Partido Socialista “teima em manter”, a caducidade da contratação coletiva, “suspensa e que foi agravada em 2019 com uma votação do CDS, PS e PSD”. Esta situação “é uma forma de anular capacidade reivindicativa dos trabalhadores”, afirmou o candidato.

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