HISTORIADOR DEFENDE NASCIMENTO DO EXÉRCITO EM GUIMARÃES A 24 DE JUNHO DE 1128

O historiador medievalista Mário Jorge Barroca considera que o dia 24 de junho de 1128 é “obviamente” uma das datas “simbólicas”, “emblemáticas” e “foi verdadeiramente a génese do reino de Portugal”, vincando ainda a sua opinião: “Nunca percebi o motivo por que Portugal continua a não assinalar, condignamente, o dia 24 de junho. Esta seria uma possibilidade de o vir a fazer. Não escondo que seja a minha data preferida para evocar também o nascimento do primeiro Exército”, sublinhou.

A tese foi reforçada pelo Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, durante a realização do seminário sobre “A Fundação do Exército”, na Academia Militar, na cidade da Amadora, no âmbito das comemorações do Dia do Exército. Recorde-se que o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, considera que este dia deve ser “feriado nacional” no intuito de celebrar “a fundação do Portugal”.

O professor, e autor de centenas de estudos, esclareceu que “nunca” será possível definir uma “data concreta” para a criação do Exército, mas deixa claro que “foi anterior à própria nacionalidade”. Na intervenção que teve durante o Seminário sobre “A Fundação do Exército”, na qual marcou presença Vítor Oliveira, Chefe de Gabinete do Presidente do Município, e Isabel Fernandes, Diretora do Paço dos Duques e do Museu de Alberto Sampaio, o historiador Mário Jorge Barroca, ladeado pelo orador José Manuel Varandas, Professor da Universidade de Lisboa, realçou o dia em que se travou a Batalha de S. Mamede.

“O Infante D. Afonso Henriques conseguiu congregar à sua volta uma série de forças sociais, desafiando o poder de sua mãe, D. Teresa, e os interesses galegos dos Trava, começando a traçar os caminhos que conduziram à independência do reino”, apontou o professor universitário, fazendo ainda referência ao historiador José Mattoso que também destaca a batalha de São Mamede como o ato fundador da nacionalidade, numa alusão àquela que foi “A Primeira Tarde Portuguesa”.

Mário Jorge Barroca é Professor Associado com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se doutorou em 1996 e onde leciona Arqueologia Medieval. Dedica-se às áreas da Castelologia, do Armamento Medieval, das Residências Senhoriais e da Epigrafia. É autor de mais de uma centena de estudos.

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