INVESTIGADORA RECEBE PRÉMIO PARA ESTUDAR TERAPIA PARA A MALÁRIA

Isabel Veiga, cientista da Universidade do Minho (UM) nascida e residente em Guimarães, recebe esta terça-feira a Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e uma quantia 15 mil euros para estudar a resistência do parasita da malária aos fármacos, que conduz à morte de quase meio milhão de pessoas por ano.

A investigadora de 35 anos é galardoada nesta terça-feira com o prémio atribuído pela L’Oréal Portugal, pela Comissão Nacional da UNESCO e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), após ter contribuído para o conhecimento da resistência aos fármacos do parasita da malária que mais mortes causa, o “Plasmodium falciparum”. Um estudo publicado em 2011, levado a cabo com outros investigadores, portugueses e estrangeiros. Neste momento, a trabalhar como cientista do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da UM no entendimento dos mecanismos moleculares geradores da resistência dos parasitas, que usam proteínas para empurrar o fármaco para o exterior da célula e impedi-lo de atuar.

O estudo permite, aliás, antecipar a eficácia da terapia e como esta pode aumentar o seu efeito e longevidade. “Se o fármaco começa a falhar globalmente, não há outro pronto para o substituir”, alerta Isabel Veiga, que vai usar tecnologias de edição do genoma para criar, em laboratório, versões geneticamente modificadas do parasita, que permitam ver o impacto das alterações genéticas provocadas por terapêuticas em desenvolvimento e abrir pistas para novos fármacos.

Saiba mais na edição impressa do Mais Guimarães desta terça-feira.

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