Investimento de 15 milhões de euros prevê abertura de restaurante fast food

Para além de suportar o custo da construção da via de ligação entre as rotundas de Mouril e do Pinheiro Manso, a Building Land, S.A é responsável pelo nascimento de um novo Retail Park em Silvares, que albergará insígnias como o Mercadona, o Burger King e a Jysk.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Por estes dias, a freguesia de Silvares é notícia pela transformação rodoviária que ali ocorreu, com a inauguração, na última semana, do desnivelamento do nó de acesso à autoestrada, num investimento de 3,6 milhões de euros, suportados em 85% pela infraestruturas de Portugal e em 15% pelo município de Guimarães, e pela abertura ao trânsito de uma nova via de ligação entre a rotunda do Pinheiro Manso e a rotunda de Mouril, num investimento exclusivamente privado de cerca de três milhões de euros.

As contas foram feitas ao Mais Guimarães por João Matos, engenheiro e rosto da Building Land, S.A, empresa com sede em Joane, Famalicão, e responsável pela transformação que ocorre naquela área do concelho.




Para João Matos, este “foi um longo processo, mas acabou bem”, com a conclusão daquela via que facilitará a circulação e a instalação de algumas unidades comerciais de “renome e dimensão”.

Relativamente à via de ligação entre as rotundas, inaugurada no passado sábado, dia 13, foi ali gasto cerca de 1,1 milhões de euros na sua construção, 750 mil em expropriações, mais 700 mil no “ramal de Pevidém”, e o restante na ligação entre Mouril e a rotunda de acesso à autoestrada ou na rede de águas pluviais até ao Espaço Guimarães. “Foi um grande investimento”, afirma.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Há cerca de dez anos surgiu a ideia de investimentos naquela área, que ficou “adormecida durante alguns anos”, tendo renascido aquando do interesse do Mercadona, cadeia de supermercados espanhola, em se instalar ali.

Um interesse que despoletou todo o processo que permitirá a construção, até ao final do ano, de quatro edifícios, um deles já em fase de acabamentos, e onde se instalarão, para além do Mercadona, um Burger King, e uma Jysk, loja de mobiliário e artigos para o lar.




Outras insígnias conhecidas como a Rádio Popular, Casa Teixeira ou Feira dos Sofás, também já se mostraram interessadas em ocuparem alguns dos 9 espaços comerciais que aquele Retail Park acolherá.

Na globalidade, segundo João Matos, serão ali implementados “cerca de 15 mil metros quadrados de construção”, não incluindo nesta equação as caves dos edifícios, e estabelecidas condições para a criação de “algumas centenas de novos postos de trabalho”.

“É necessário deixarem os privados trabalharem”

João Matos

Para o responsável pela Building Land, S.A, “é claro que a Câmara Municipal não pode fazer tudo” e que “os privados também têm o seu papel a desempenhar”, por isso, é importante para a dinamização de uma cidade como Guimarães, que não se criem obstáculos, e que se seja célere em algumas decisões. “Por vezes, estes negócios são de ocasião. As insígnias têm objetivos e podemos não os conseguir acompanhar”, diz o responsável.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

João Matos dá o exemplo da construção, em Joane, de um novo supermercado da cadeia Pingo Doce. “A Câmara de Famalicão “tem sido célere, senão fica muito difícil. Começamos a obra há pouco, e em três meses e meio temos de ter a obra pronta. Tem de ser tudo muito rápido”, acrescenta.

Em Guimarães, a empresa prevê em breve poder recuperar e transformar o antigo Centro de Saúde de Oliveira do Castelo, edifício situado nas traseiras do Tribunal de Guimarães, num Hotel com cerca de 60 quartos, a ser explorado por uma cadeia hoteleira internacional.

“A Câmara diz que sim, mas a verdade é que não temos o problema, que já dura algum tempo, resolvido. O projeto está muito bem conseguido, teve o parecer favorável da Câmara, mas parece estar a esbarrar na Direção Geral da Cultura do Norte. Vamos refazer o projeto e ver se conseguimos concretizá-lo, para bem da cidade”, diz João Matos.




Uma cidade que aquele engenheiro vê também como um pouco sua, pelo tempo que aqui passa e pela relação que tem com ela já há muitos anos. João Matos acrescenta que Guimarães “é atrativa mas tem de investir na retenção do turista. A cidade está agradável, até pela reabilitação que está a acontecer. No entanto, têm sido resolvidos alguns problemas, nomeadamente no que toca a acessibilidades, o que é fundamental. Mas ainda há muito a fazer”, acrescenta o engenheiro.

Em breve, a empresa deverá apostar também na construção de um edifício de raiz para apoio à terceira idade. “O que temos são edifícios antigos reabilitados, e devíamos fazer, e estamos atentos a isso, um edifício de raiz com condições e com preços que sejam acessíveis aos nossos idosos”.

Entre outros investimentos significativos, em Guimarães, a Building Land foi responsável pela construção do edifício do Hospital Privado, o Pingo Doce da Alameda Alfredo Pimenta e o Aki.

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