JORNADAS HISTÓRICAS SÃO NOVIDADE NA FEIRA AFONSINA

A Feira Afonsina regressa no próximo mês para a sua nona edição. A realização das Jornadas Históricas é a principal novidade da programação, assim como as comemorações do 24 de junho, que vão decorrer no último dia do evento, no Campo de S. Mamede.

O fim-de-semana antes do início da Feira Afonsina vai ficar marcado pela primeira edição das Jornadas Históricas, que vão decorrer dia 15 de junho, entre o Paço dos Duques e a Casa de Sarmento. Este é um evento igualmente organizado pela Câmara Municipal de Guimarães, mas em cooperação com uma Comissão designada para o efeito, composta por Rui Vítor Costa, d’ A Muralha, Antero Ferreira, da Sociedade Martins Sarmento, Amaro das Neves, historiador e Isabel Fernandes, responsável pelo Paço dos Duques, Castelo e Museu Alberto Sampaio.

Para Isabel Fernandes, estas jornadas são importantes para acrescentar algum conteúdo científico à feira e vão incluir trabalhos de investigação de consagrados mas também jovens, de várias universidades do país. “Pretendemos que se tragam nomes conceituados de universidades de todo o país, mas também iremos ter a colaboração de jovens investigadores, que vão ter assim a possibilidade de publicação da sua investigação”. Estas jornadas vão então basear-se em conferências e comunicações, com temáticas como o Egas Moniz e a Guimarães Medieval.

Para Adelina Pinto esta aposta passa pela importância “do aumento do conhecimento” e, para o próximo ano, “está a ser preparado o envolvimento das escolas”. Já a investigação de jovens pretende reforçar a aposta do município nessa faixa etária. “Quando Guimarães quer assumir uma política para a juventude, é transversal”, reforçou a vereadora.

No fim-de-semana seguinte, entre os dias 21 e 24 de junho, decorre então a Feira Afonsina. Este ano há uma ligeira alteração nos dias, sendo que em vez de começar à quinta-feira e terminar ao domingo vai ter início à sexta-feira e terminar na segunda, de modo a incluir o feriado do 24 de junho. A principal área de ação será a zona envolvente ao Castelo, havendo igualmente animação prevista em alguns locais do centro histórico.

“Fomos evoluindo em conteúdos, cenografia e espaços. Guimarães quer ser diferenciador, apesar de esta ser uma feira medieval. Queremos precisamente corresponder à época medieval, mas com inovação”, referiu Isabel Pinto, elemento inserido na organização. A zona junto à Igreja S. Miguel, Paço dos Duques e Castelo será apenas para representação e contextualização, onde se vai poder ver a “Aldeia”, considerada epicentro do comércio, o “Burgo” e o “Campo Militar”, entre outras representações. Já a zona envolvente à Capela de Santa Cruz terá a parte do comércio. No centro histórico a animação vai decorrer apenas em alguns locais, como o Largo da Oliveira, a Praça de S. Tiago e Largo Martins Sarmento, assim como a Rua da Rainha Dona Maria II e a Rua de Santa Maria. Nestes espaços vai haver música, teatro e personagens de época, tal como espaços de restauração.

“Tentamos sempre melhorar e ser diferenciadores. Este não é um evento científico mas gostávamos que as pessoas ficassem efetivamente a conhecer melhor como se vivia na idade média em Guimarães”, referiu Adelina Pinto. A vereadora acrescentou ainda que esta nova localização vai ser avaliada, sendo necessário esperar pelo final para ver a “reação da população”.

A Feira Afonsina vai ter, este ano, as Comemorações do 24 de Junho incluídas, que vão decorrer no Campo de S. Mamede e vão contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

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