José Maria Cardoso quer manter o Bloco “como terceira força política” no país

A comitiva do Bloco de Esquerda, com os candidatos José Maria Cardoso, Alexandra Vieira e a vimaranense Sónia Ribeiro, realizou, na manhã desta segunda-feira dia 24, uma arruada pelas principais artérias do centro de Guimarães.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Neste contacto com a população, a poucos dias do ato eleitoral, José Maria Cardoso, cabeça de lista do partido pelo distrito de Braga, apelou ao voto com o objetivo de manter o Bloco “como terceira força política a nível nacional”.

Ao Mais Guimarães, o candidato disse que tem sentido “muita recetividade” às propostas do partido, numa campanha “intensa por todos os concelhos do distrito”, discutindo os temas que “objetivamente dizem respeito às pessoas” e levantando “muitas questões”, porque, acrescentou, “é necessário criar políticas que sejam capazes de responder aos problemas das populações”.

Quanto aos objetivos concretos da candidatura, passam por manter os dois deputados que o Bloco elegeu em 2019, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, que se apresentam como número 1 e número 2, respetivamente. José Maria Cardoso reafirmou que o Bloco é “a esquerda que elege no distrito de Braga”, e que quer “contribuir para a não existência de qualquer maioria absoluta do Partido Socialista” que, adianta também “não se traduz em nada de benéfico para as pessoas”.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Em Guimarães, o cabeça de lista do BE acusou António Costa de “não ter cedido minimamente na negociação e discussão da proposta de Orçamento de Estado” por ter o objetivo de conquistar uma maioria absoluta.

O bloquista vai mais longe nas criticas, afirmando que o pedido, “intransigente” de maioria absoluta por parte de António Costa está a abrir “caminho a uma direita perigosa para a democracia”, cujas propostas classifica como um “retrocesso civilizacional”.

“A democracia é multipartidária, é um regime de consensos”.

José Maria Cardoso

Evitar uma subida da “extrema direita” é outro dos objetivos dos bloquistas nesta campanha. Uma direita que, José Maria Cardoso catalogou de “xenófoba e racista”, afirmando que “não devemos ter medo das palavras”. Relativamente ao partido de “extrema direita” sem o nomear, o candidato acusou de, neste tempo de campanha, estar a “camuflar muitos dos seus objetivos. Mas eles estão lá, na génese da sua criação”, disse.

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