JÚLIO MENDES ACUSA OPOSIÇÃO DE QUERER TIRAR O CLUBE AOS SÓCOS

O candidato da Lista B, Júlio Mendes, convocou uma conferência de imprensa na tarde na tarde desta quarta-feira, para mostrar a sua preocupação com o plano de investimento apresentado pela lista adversária.

Júlio Mendes mostrou-se essencialmente preocupado com o eventual aumento de capital para os 20 milhões de euros. “O que preocupa aqui são os 20 milhões de euros de capital social. Quem fez esta proposta não faz ideia do que é a constituição da nossa SAD ou tem por trás uma estratégia de tirar o clube aos sócios. Quem (clube) ainda tem que pagar nove milhões de dívida não tem oito milhões para subscrever ações, ou seja, significa que os privados passam a deter uma posição dominante sobre o clube”, afirmou Júlio Mendes.

O atual presidente do Vitória disse ainda que, com o plano de investimento da Lista A, “o clube fica à mercê de quem o quiser comprar” e, ao contrário do que vem dizendo Júlio Vieira de Castro, “esta é uma oportunidade para os sócios perderem o clube”.

Júlio Mendes agradece “reconhecimento” por parte da Lista A

“Conforme tivemos possibilidade de constatar no debate, quando falámos de questões financeiras e planos de investimento, o nosso adversário não foi firme e deixou claro que não estava preparado. Passado três dias aparece com um plano financeiro, a quatro dias do ato eleitoral, sem dar tempo aos vitorianos para refletir. Isso preocupa-nos”, começou por dizer Júlio Mendes.

O engenheiro diz que o adversário apresenta um “número mágico” de 70 milhões, mas reclama parte dos louros: “Os quinze milhões de receitas da SAD e os 21 milhões do contrato de cessão dos direitos televisivos são trabalho nosso. Obrigado pelo reconhecimento”. Quanto aos 14 milhões de “sponsors” da responsabilidade de Ziad Tlemçani, Júlio Mendes voltou a ser crítico: “Ziad começou por dizer que o Vitória tem um problema de transparência e opacidade, mas questionado sobre a proveniência 14 milhões, diz que não pode revelar quais são os patrocínios”.

“Tomada de poder aboluto”

“No debate eu disse claramente que, na minha leitura, o candidato da outra lista estava a dar proteção ou a servir de instrumento a uma estratégia que não era dele”, começou por dizer Júlio Mendes, enquanto mostrava uma notícia de um jornal desportivo nacional, datada de 04 de outubro de 2016, no qual Ziad dizia que “sinto legitimidade para um dia pensar ser presidente”. “Acho que fica claro para toda a gente que nós temos razão e existe aqui uma estratégia de tomada de poder absoluto de quem quer ser dono disto tudo”, concluiu.

Candidato rejeita comparar orçamentos

Aquando da apresentação da candidatura, no Centro Cultural Vila Flor, a 26 de fevereiro, Júlio Mendes projetou, para o futuro, um orçamento de 20 milhões de euros, um número idêntico ao agora apresentado pelo adversário Júlio Vieira de Castro. No entanto, para o atual presidente do clube, os orçamentos não são comparáveis. “Eu não vou comparar orçamentos porque isto não é um orçamento (apontando para os números do investimento da Lista A). Isto é tão incoerente. Mas mais uma vez eu fico contente, porque não estão aqui previstas vendas de jogadores. Isto significa que fizemos boas escolhas, porque a equipa que está aqui, e vai continuar”, disse o candidato da Lista B.

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