JÚLIO MENDES ACUSADO NA OPERAÇÃO ÉTER

Júlio Mendes, ex-presidente do Vitória, e António Salvador, atual líder do Sporting de Braga, foram acusados, juntamente com Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, da alegada prática de um crime de falsificação de documento por terem assinado contratos de patrocínio que nunca foram concretizados.

Na acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, citada pelo jornal Observador, há ainda uma acusação de corrupção ativa contra Júlio Mendes.

No caso do Vitória estão em causa cerca de 123 mil euros que terão sido pagos à luz de contrato de patrocínio que permitira a inscrição do patrocínio do Turismo do Porto e do Norte de Portugal nas camisolas do clube minhoto durante a final da Taça de Portugal realizada a 28 de maio de 2017. Segundo a acusação do DIAP do Porto, tal patrocínio teve como intenção uma alegada compensação que Melchior Moreira pretendia dar a Júlio Mendes por este promover a sua candidatura a presidente da Liga de Clubes.

À Lusa, Júlio Mendes fala “numa tese completamente descabelada”. “O presidente da Liga era, na altura, eleito pelos presidentes dos 18 clubes da I Liga e pelos 20 da II Liga. Eram 38 presidentes. Isso não lembra ao diabo. Só quem não sabe do que está a falar faz uma acusação dessas. Isto não passa de um equívoco que vai ser esclarecido. Estou completamente à vontade, com a certeza de que servi o clube enquanto presidente”, afirmou.

Já a acusação contra António Salvador e o Sporting de Braga assenta num patrocínio de 15 mil euros do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) para apoiar a equipa de futsal que iria participar na UEFA Futsal Cup 2017, em Madrid.

Além dos seus dirigentes, também os clubes foram acusados, enquanto pessoas coletivas, do crime de falsificação de documento.

Recorde-se que, tal como foi anunciado este sábado pela Procuradoria Distrital de Porto, Melchior Moreira foi acusado dos crimes de corrupção passiva, recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio e abuso de poder no chamado caso da Operação Éter.

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