JÚLIO MENDES DESEJA “LUGAR DE DESTAQUE” PARA O VITÓRIA

O presidente vitoriano considerou que o clube está muito próximo de iniciar uma fase de crescimento que lhe permita voltar a estar regularmente nos “grandes eventos desportivos”.

O responsável máximo do emblema da cidade-berço garantiu, instantes antes do começo da Gala dos Conquistadores, decorrida esta quinta-feira no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), que a direção por si liderada trabalha “todos os dias” para garantir a presença do clube “nos grandes eventos desportivos, sejam eles do futebol ou de qualquer outra modalidade” e dar aos vitorianos “as alegrias que tiveram no passado” e que são suas “por direito”.

“Queremos um Vitória que se afirme, que tenha um lugar de destaque não só por querer, mas por direito, pelo trabalho que faz, pelo mérito que tiver. Esse é o trabalho que vamos continuar a fazer e tenho a certeza que isso é o que os vitorianos esperam de nós”, assegurou.

Júlio Mendes lembrou que o Vitória já pisou “grandes palcos” ao longo da sua história, apesar de, em alguns momentos, não conseguir lá chegar, como acontece a “qualquer clube português”, mas garantiu que, depois da fase de “resgate”, o clube está prestes a iniciar uma etapa de expansão.

“Já decorreram quase cinco anos desde que iniciámos este projeto. É um projeto que está praticamente na sua fase terminal do que temos chamado de primeira fase. Foi, no fundo, o resgate daquilo que era a situação que encontrámos. Agora, estamos numa fase de crescimento”, afirmou.

Dirigente realça “desigualdade” para com emblemas dos “grandes aglomerados urbanos”

Júlio Mendes referiu, durante o discurso proferido na reta final da Gala dos Conquistadores, que o “fim do período áureo da pujança industrial da região” e o “advento de uma era de comunicação à escala global” tem acentuado as “desigualdades” e tornado ainda mais difícil competir com os emblemas dos grandes centros urbanos do país – Lisboa e Porto.

“Ambicionar construir uma identidade própria com a força suficiente para ombrear com outras de maior fôlego porque sedeadas em grandes aglomerados urbanos e mais próximas dos poderes político e financeiro, continua hoje a ser um ato de coragem como, estou certo, o foi durante os últimos 94 anos”, vincou.

O presidente vitoriano mostrou-se, porém, confiante que os sócios e adeptos vão continuar “unidos e apostados em afirmar cada vez mais o Vitória para além-fronteiras, reivindicando “o estatuto de símbolo da cidade e da região, mas procurando ganhar cada vez “mais simpatia” à escala nacional, tendo ainda dito que o clube preto e branco está pronto para materializar o trabalho dos últimos cinco anos em resultados desportivos.

“Agora é tempo de crescer e de traduzir em resultados desportivos uma trajetória assente em realismo, em responsabilidade social, em comportamento ético, em planeamento a longo prazo e em ambição desportiva”, disse.

200 sócios homenageados

Os sócios vitorianos que atingiram, em 2016, 25 e 50 anos de filiação foram homenageados numa cerimónia anterior à gala, também no CCVF. 48 sócios, entre os números 316 e 365, receberam os emblemas dourados, alusivos a meio século de ligação ao Vitória, enquanto os restantes 152, situados entre o número 3376 a 3528, receberam um símbolo de prata pelos 25 anos.

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