Lions encerram comemorações dos 50 anos

O Lions Clube de Guimarães realizou no sábado uma Assembleia em que se celebrou o 51º aniversário da sua presença na cidade. Um ano em que se comemorou meio século de atividade.

No mundo os Lions têm 103 anos, foram a primeira Organização sem Fins Lucrativos (ONG) a ter assento nas Nações Unidas. São cerca de um milhão e 400 mil espalhados pelo mundo.

Os Lions de Guimarães, que agora encerram o seu 50º ano, são dos mais antigos de Portugal. César Teixeira, presidente desde julho, sucedendo a João Vicente Salgado, destaca o reconhecimento pelo Município, através da atribuição da medalha de mérito social. Para o presidente dos Lions de Guimarães, “este galardão representa precisamente o reconhecimento de Guimarães e de todos os vimaranenses relativamente ao percurso deste movimento associativo e da prestação de serviço à comunidade”.

César Teixeira destaca, no ano que agora começa, o envolvimento com a comunidade escolar, através de uma campanha de recolha de livros infantis e juvenis que serão distribuídos por jovens e crianças das habitações sociais do concelho de Guimarães. Uma forma de assinalar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, segundo César Teixeira. Este será também um ano para refletir sobre o papel da Inteligência Artificial, no mercado de trabalho e na economia, revelou o presidente dos Lions. César Teixeira sublinhou, em entrevista à revista Mais Guimarães, a campanha de inclusão digital que o Clube levará a cabo ao longo deste ano.

Na sua intervenção na Assembleia, a decorrer por plataforma digital, Domingos Bragança afirmou que se sente muito identificado com o código de ética dos Lions. O presidente lembrou que tal já acontecia, mesmo antes de ser reconhecido com a comenda Melvin Jones, o que aconteceu no inicio deste ano.

“Aquilo que mais contribui para o conflito é não haver igualdade. Temos que atender às carências económicas. Mas, muitas das vezes, a principal diferença é a falta de respeito. Muitas vezes, aquilo que as pessoas precisam é que lhes demos ouvidos”, afirmou o presidente da Câmara.

Domingos Bragança enalteceu a capacidade de dar resposta às carências, “especialmente neste tempo de pandemia”. Para o presidente “nestas alturas revela-se o nosso melhor e, às vezes, o pior, por isso o destaque para o sentido ético”.

“É preciso exercer o voluntariado de uma forma organizada. AS pessoas querem ajudar, mas às vezes não sabem como. São movimentos como os Lions que fazem convergir esforços para um bom resultado”, acrescentou o presidente da Câmara.

D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz de Braga, lembrou que os tempos que correm são de responsabilidade e exigência. “Estamos todos no mesmo barco”, afirmou, citando o papa Francisco. “Temos de caminhar juntos para nos salvarmos e salvarmos os outros”, disse, relacionando com os tempos de pandemia que vivemos.

Há muito individualismo, “pessoas que pensam só em si e nos seus”, afirmou o arcebispo, lançando um apelo aos Lions, “caríssimos amigos, olhemos para o mundo… há, hoje, muita exclusão social, muita pobreza, muita pobreza escondida e envergonhada.”

César Teixeira rematou lembrando que quem preside ao Clube não deve moldá-lo à sua visão, deve conciliar a sua visão e aquilo que é a estrutura da instituição. O presidente em exercício manifestou vontade de fortalecer os Lions para que possam continuar a servir a comunidade vimaranense.

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