LUÍS CASTRO: “QUEREMOS CONTINUAR A SOMAR MUITOS PONTOS EM CASA”

O Vitória recebe amanhã o Desportivo das Aves, em jogo da jornada 30 do campeonato. Na antevisão Luís Castro assumiu que o adversário tem feito bons resultados fora, mas que a equipa pretende estar ao nível do que vem fazendo dentro de portas.

“O jogo com o Aves enquadra-se num contexto de dificuldade. O CD Aves fora tem tido bons desempenhos desde que o Inácio chegou e colocou-se, com grandes resultados, numa situação mais confortável do que estava antes da sua chegada. Nós vamos tentar voltar a fazer o que temos feito em casa. Queremos continuar a somar muitos pontos em casa e isso só se consegue com vitórias e bons desempenhos. A contrapor ao que temos feito fora e que não tem nada que ver com o que temos feito em casa”, começou por explicar o técnico vitoriano.

Depois de nova derrota numa deslocação, desta vez ao Rio Ave, assumiu um “caminho de intermitência” que, em dez jogos fora, conta com “cinco vitórias, quatro derrotas e um empate”. “Quando as coisas nos preocupam, nós debatemos e refletimos muito sobre elas e somos muito críticos sobre elas. Claramente as coisas não estão bem fora”. O treinador esclareceu que a equipa é projetada da mesma forma tanto para os jogos caseiros como fora, havendo a consciência por parte dos jogadores de que o comportamento não tem sido o mesmo. “Nós quando temos uma equipa em mãos, construímo-la de forma a atravessar todas as dificuldades e todos os adversários. Não perspectivamos construí-la para em casa ser de uma forma e fora ter um comportamento diferente. O facto é que tem sido assim. Quando nós achamos que estabilizamos a equipa depois de um jogo em casa e vamos fora com essa mesma equipa e com os mesmos jogadores, a resposta não tem sido a mesma. E isso claramente gera desconfiança. Os jogadores sentem que o comportamento não é o mesmo. Vamos chegar a conclusões que provavelmente já não vão a tempo de retificar a imagem fora, mas vamos tentar nestes dois últimos jogos, sabemos que é algo que nos tem ferido”, afirmou.

Luís Castro referiu ainda que não abdica daqueles que são os seus princípios de jogo e que não pode apostar em sistemas para os quais não tem jogadores. Com uma lição sobre a forma de jogar da sua equipa, explicou que procurou um modelo “rico”, que começa com um 4-3-3 à partida, que pode variar num 3-2-5 na fase de construção, com cinco homens na frente. “Outras vezes constrói a quatro, com um pivô, dois médios mais integrados e os alas mais abertos e a construir em 4-1-2-3. Outras vezes ainda junta o médio mais ofensivo, neste caso o Tozé, ao ponta de lança, e passa a jogar em 4-4-2”, abordou, acrescentando ainda que “os dois pontas de lança não são muito compatíveis. É mais fácil dois pontas muito móveis coabitarem do que dois com as caraterísticas deles”.

Quanto aos adeptos, “têm feito muito bem o seu papel e têm estado de forma constante ao lado da equipa, têm-nos apoiado muito”. “Em caso temos respondido da melhor forma, fora de casa não o temos conseguido fazer. Isso deixa-nos uma marca negativa junto dos mesmos. Os adeptos do Vitória não vão desistir nunca de apoiar a equipa. É uma meta que está comigo, deixar os adeptos do Vitória felizes antes de eu partir”, concluiu o treinador.

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