LUZINHAS QUE BRILHAM, CULTURA PARA TODOS: ESTÁ QUASE AÍ A CIDADE NATAL

O programa da Cidade Natal deste ano foi apresentado no Café Milenário. Há mais ofertas, o foco está nas crianças e na cultura e a BIG tem uma palavra (ou uma ilustração) a acrescentar.

© Mais Guimarães

A árvore de Natal de Guimarães deste ano não será a maior do país e nem é esse o objetivo da Câmara Municipal; o município prefere, antes, dar destaque a atividades culturais. Por isso, a programação da Cidade Natal de 2019 vem — como, de resto, tem vindo a acontecer — sublinhar a “dimensão cultural” de Guimarães. E foi isso que Adelina Paula Pinto, vereadora da Cultura do município, frisou na apresentação do certame, que decorreu esta segunda-feira no Café Milenário. “Aquilo que temos para esta Cidade Natal tem a ver com uma lógica de continuidade e de acrescentar”, explicou a vereadora, que apontou como exemplo desse raciocínio o mercado de natal: este ano, haverá 30 stands, número que dobra a quantidade de espaços do ano passado. O mercado inaugura às 18h30 do dia 7 de dezembro.

Mas há mais novidades. Para a passagem de ano — integrada na programação natalícia —, conte-se já com a passagem do palco da Plataforma das Artes para o Largo da Misericórdia, numa mudança que pretende empregar uma maior fluidez ao movimento entre os espaços onde a festa se faz. Assim, quase como num triângulo festivo, quem aflui a Guimarães nessa data poderá deambular entre Misericórdia, Oliveira e Santiago sem “um hiato onde não acontece nada”.

Quanto à cultura, tão vincada em todo o programa, o destaque vai para o concerto de António Vitorino d’Almeida, com a soprano Ana Maria Pinto, na Igreja de Santo António dos Capuchos, no dia 13 de dezembro — serve de motivo um outro destaque: o 18.º aniversário da inscrição do centro histórico de Guimarães na lista do Património Cultural da UNESCO. Noutro domínio artístico, a ilustração também se faz notar na quadra natalícia, já que é ano da Bienal da Ilustração de Guimarães (BIG). O próprio cartaz da Cidade Natal é assinado por Daniel Lima, “responsável pela ilustração do primeiro cartaz da BIG”, como disse Paulo Lopes da Silva, adjunto da vereadora, que referiu que esta é uma “valorização” dos ilustradores e da própria bienal. E isso constitui parte do “mosaico cultural” que Adelina Paula Pinto explicou estar patente da Cidade Natal, já que os eventos se interligam. No dia 14, inaugura a exposição de intervenção urbana “As paragens onde o tempo habita”.

Outro dos pontos fortes do programa é o “foco nas crianças” que o certame tem, com destaque para o alargamento das atividades de Natal para o Largo do Toural, onde existirão diversões dirigidas para públicos mais novos. Entre 16 e 20 de dezembro, a peça “(A) Cavalo”, também a eles dirigida, tem sessões marcadas para o Largo dos Laranjais e para o Toural. Destaque ainda para a iluminação total das ruas, que acontecerá a 24 de novembro. A Cidade Natal inaugura no dia 7 de dezembro e, para além da abertura do mercado, há ainda um arruada natalícia, o espetáculo da Árvore de Natal, um outro de luz e som e ainda concertos.

O orçamento para a Cidade de Natal ronda os 70 mil euros, sendo que a iluminação de Natal ficou pelos 145 mil euros (um aumento de 5 mil euros relativamente ao ano passado).

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