TEDX: “ESTÁ UM DIA LINDO LÁ FORA. MAS EU APRENDO MAIS AQUI, NESTA SALA”

O ciclo de conversas locais regressou a Guimarães para a 7.ª edição. O evento, que trouxe à cidade dez oradores de áreas distintas, tinha como tema “Tudo ou Nada”.

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Ainda o cartaz não estava totalmente preenchido e os ingressos para a 7.ª edição do TEDx já tinham esgotado. Não é de estranhar, portanto, que a apresentadora Catarina Moreira tenha inaugurado mais uma edição do ciclo de conversas locais para uma sala praticamente cheia na sala blackbox Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG).

Uma dezena de oradores partilharam experiências de “Tudo ou Nada” e transmitiram as vivências e desafios que ultrapassaram para atingirem as suas metas. A tarde foi preenchida por conversas e a sala só esvaziava quando Catarina Moreira anunciava o tradicional coffee-break. A blackbox ficava deserta por 15 minutos e os cerca de 200 ouvintes aproveitavam para esticar as pernas e debicar qualquer coisa antes de voltar para dentro.

O evento estendeu-se das 14h00 às 19h00 e o público aderiu em massa. Pela sala do CIAJG passaram nomes de várias áreas distintas como a designer de moda Susana Bettencourt, o antigo reitor da Universidade do Minho, António Cunha ou o fundador do Festival Paredes de Coura, João Carvalho.

Após a apresentação da vimaranense Sara Coutinho, atleta de alta competição em desporto adaptado, que criou um projeto que visa “quebrar tabus, desmistificar a temática da deficiência e despertar consciências para a importância da vida e de lutar pelos sonhos”, a sala irrompeu em aplausos. Fora da sala, na zona do coffee-break, o público ia trocando impressões.

Matutar ideias

“Uma pessoa leva daqui coisas para matutar. Vim à última edição e ainda me lembro do que ouvi há um ano”, recorda Maria Castro. O evento decorreu no último sábado, com o sol a picar o ponto em Guimarães, algo que não desanima Maria: “Está um dia bonito lá fora? Está. Mas aqui, nesta sala, aprendo mais do que aprenderia lá fora”. Marina Machado veio pelo tema “Tudo ou Nada”. “Não há meio termo e fiquei curiosa”, afirma. Natural de Viana do Castelo, e a morar no Porto, Marina veio a Guimarães para o ciclo de conversas pela primeira vez e aproveitou para conhecer Guimarães. “O ambiente é mais familiar do que os outros. A organização é excelente.”

“Eu saio a matutar nas ideias aqui discutidas. Por isso é que acabo por vir a outras edições e a cidades diferentes. Ajuda-nos a inspirar. Como dizia a Sara Coutinho, estas conversas acabam por mudar mentalidades”, considera.

Sérgio Martinho e Ana Lourenço vieram com amigos e compraram o bilhete com antecedência. “Há pessoas como a Sandra Felgueiras, o ex-reitor da Universidade do Minho, a senhora da Clarinha. Pessoas de diferentes áreas que não temos oportunidade de ouvir todos os dias”, afirma Sérgio. Mas nem Sérgio nem ninguém da plateia iria ver o que tinha para dizer a jornalista da RTP – pelo menos presencialmente – porque a apresentadora do Sexta às Nove teve uma avaria no carro a caminho do evento e enviou um vídeo a demonstrá-lo. “São imprevistos que acontecem”, comentaram os organizadores do evento.

Tal como aconteceu com Marina, Ana Lourenço também foi atraída pela curiosidade: “Tudo ou Nada” é um tema vago que permite especular o que vem aí. Permite entender o que pessoas de áreas tao distintas nos podem transmitir. O exercício que fazemos é encaixar as experiências dos oradores nas nossas experiências pessoais”. A organização já aponta baterias para a próxima edição, “com um tema escolhido pelo público a ser revelado num futuro próximo”

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