Marcelo Rebelo de Sousa já tomou posse

A sessão solene de tomada de posse do Presidente da República decorreu na manhã desta terça-feira.

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, foi o primeiro a discursar na tomada de posse, e considerou que as eleições presidenciais de janeiro contrariaram “alarmismos” e defendeu que é em contextos de crise, como o atual, que se impõe maior exigência em defesa da democracia.

“Foi um ato que ocorreu na data designada, sem percalços e sem efeito assinalado na propagação do coronavírus, contrariando os receios mais alarmistas e confirmando a desnecessidade do recurso a expedientes circunstanciais, que seriam verdadeiras entorses à democracia. É, sobretudo, em contextos de crise ou em circunstâncias extraordinárias – como aquelas que enfrentamos – que temos de ser intransigentes na defesa da democracia e exigentes no cumprimento das suas regras e no respeito pelos direitos fundamentais que a nossa Constituição consagra. Foi uma lição de cidadania que engrandeceu a Democracia portuguesa”, salientou o presidente da Assembleia da República.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou, no seu discurso, que são os portugueses e, sobretudo “os que mais necessitam”, a razão do compromisso solene que assumiu.

“São pois os portugueses todos eles, a única razão de ser do compromisso solene que acabei de assumir, a começar nos que mais necessitam: os sem abrigo, os com teto mas sem habitação condiga, os da minha idade ou mais que vivem em lares ou em sua casa em solidão ou velados por cuidadores formais ou informais”, afirmou o chefe de Estado.

“Uma pátria são, acima de tudo, as pessoas e nela cada pessoa conta, diversa, diferente, irrepetível”.

Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República prometeu ainda defender uma “melhor democracia”, com tolerância e respeito por todos, rejeitando o “mito do português puro”, com convergência no regime e alternativa de governação, e “estabilidade sem pântano”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a pé para a sua cerimónia de tomada de posse, repetindo aquela que foi a surpresa de há cinco anos, tendo saído da casa dos pais rumo à Assembleia da República.

É de salientar que nesta sessão estiveram presentes apenas 50 dos 230 deputados, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

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