MINHO RECEBE OS MUNDIAIS DE CICLISMO UNIVERSITÁRIO

A região do Minho acolhe, de 31 de julho a 04 de agosto, os Campeonatos do Mundo de Ciclismo Universitário promovidos conjuntamente pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) e pelos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), em parceria com a Associação de Ciclismo do Minho, Federação Portuguesa de Ciclismo e FADU – Federação Portuguesa de Desporto Universitário.

Guimarães, Braga e Fafe são as cidades onde serão atribuídos os títulos mundiais universitários de Ciclismo de Estrada (fundo e contrarrelógio), BTT Cross Country Olímpico e BTT Down Hill.

Naquela que será a maior participação de sempre em mundiais de ciclismo universitário, cerca de duas centenas de atletas, em representação de 20 países, participarão na sétima edição da competição internacional. A Europa é o continente com maior representação, seguindo-se a Ásia e África, Oceânia e América.

Braga acolherá, além das cerimónias de abertura e de encerramento, as provas de contrarrelógio individual (31 de julho) e o início e final das corridas de fundo (4 de agosto), cujos percursos (masculino e feminino) incluem passagens por Guimarães e Póvoa de Lanhoso.

O Centro de Ciclismo do Minho – Guimarães (Souto Santa Maria) será o local de realização das provas de BTT Cross Country Olímpico (1 de agosto) enquanto Fafe recebe a competição de Down Hill (3 de agosto) que será disputada em Armil, na renovada pista do Monte de São Salvador que já acolheu diversas competições do Minho, nacionais e internacionais.

Rui Vieira de Castro, Reitor da Universidade do Minho, considerou na cerimónia de apresentação dos Mundiais de Ciclismo Universitário que a competição “traduz a manifestação de disponibilidade da Universidade do Minho para acolher grandes eventos”, salientando que, apesar da “visibilidade” ter “efeito interessante”, “o essencial, quando organizamos estes eventos, é termos presente que aquilo que estamos fazer é criar condições para uma formação mais adequada, para uma melhor formação das pessoas. É sobretudo isso que nos deve mover”.

Nuno Reis, Presidente da AAUM e Presidente do Comité Organizador, considerou os Mundiais de Ciclismo Universitário “uma competição exigente” do ponto de vista organizativo e formulou o desejo de que a “Academia possa ter uma elevada participação, sobretudo no âmbito do voluntariado e na contribuição para o legado e desenvolvimento do desporto e do ciclismo”. “Para além de ser a primeira vez que recebemos o Mundial em Portugal, é também a primeira vez que conseguimos juntar três autarquias (Braga, Guimarães e Fafe) na mesma organização de uma competição desportiva académica, o que representa um esforço conjunto em prol do Desporto Universitário”, referiu o dirigente aquando da apresentação do evento.

“Este campeonato mundial de ciclismo muito acrescenta ao país, à FADU e, sobretudo, ao desporto universitário nacional”, salientou na ocasião Pedro Castro, Vice-Presidente da FADU.

José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho que integra o Comité Organizador também em representação da Federação Portuguesa de Ciclismo, afirmou que “as sementes do Mundial de Ciclismo Universitário no Minho, para além do impacto desportivo e na região, contribuirão para uma desejável aproximação entre o meio universitário e o meio desportivo federado”. “O evento não só potenciará o desenvolvimento da modalidade como contribuirá para ampliar a mensagem de que as carreiras duais são possíveis e desejáveis”, afirmou o dirigente desportivo defendendo ser “fundamental que os jovens que estão no desporto federado e que equacionam abandonar os estudos, percebam a importância de os prosseguirem e entendam que podem compatibilizar a carreira académica com a prática desportiva”. “Nesse particular”, prosseguiu, “a Universidade do Minho é um exemplo, sendo até difícil encontrar melhor descrição do que a que consta do preâmbulo do projeto Tutorum (Programa de Apoio Tutorial aos Estudantes Atletas de Alta Competição da Universidade do Minho): “O estudo e o desporto complementam-se e potencializam-se reciprocamente na formação do indivíduo”.

O dirigente desportivo, ao salientar que “a região do Minho tem o privilégio de acolher uma competição mundial” (que “será, certamente, bem disputada em todas as vertentes”), formulou o desejo de que os Mundiais de Ciclismo Universitário sejam “um sucesso e um momento marcante a todos os níveis, no qual o apoio da população aos atletas e a demonstração da ‘arte minhota de bem receber’ seja uma realidade”.

Recorde-se que Portugal participou pela primeira vez num Mundial Universitário de ciclismo em 2006, através do ciclista vimaranense José Mendes, aluno da Universidade do Minho (Engenharia Eletrónica Industrial) que integra atualmente o pelotão profissional da modalidade representando a equipa Burgos – BH.

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