MOREIRENSE DESLOCA-SE AO BARREIRO PARA SACIAR “GENTE COM FOME DE BOLA”

Os vimaranenses têm pela frente o histórico GD Fabril Barreiro. O clube de Setúbal sonha com uma oportunidade de fazer “uma gracinha” e tem oportunidade de relembrar os grandes duelos do seu passado.

@DR

Recuemos mais de 50 anos, até à época 64/65. O Benfica era coroado campeão pela terceira vez consecutiva. A tabela classificativa mostra uma vantagem de seis pontos para o FC Porto e os 28 golos de Eusébio na edição contribuíam para a construção de um mito. Mas quem fechava o top-3 da competição era um clube que pode já não dizer muito aos mais novos: a CUF, atualmente conhecido como Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, somou 35 pontos e ficou à frente de Académica e Sporting na luta pelo pódio.

No banco estava o “mestre da tática”, Manuel de Oliveira, que levou o Grupo Desportivo da CUF pela primeira vez a à Taça dos Clubes de Cidades com Feiras, antecessora da Taça UEFA. Ao todo, o clube do Barreiro conta com 23 presenças no escalão mais alto do futebol português, mas a realidade agora é outra. Depois da descida em 1975/1976 nunca mais se juntou ao convívio dos grandes na Primeira Liga. Milita agora a série D do Campeonato de Portugal – a mesma do Sintra Football, adversário do Vitória -, e defronta pela primeira vez o Moreirense em jogos oficiais.

“Será a primeira vez que o clube joga com o Moreirense. Estivemos muito tempo na primeira divisão, mas não na mesma altura do Moreirense. O jogo vai dar muita vida à cidade do Barreiro. Há aqui gente com muita fome de bola”, adianta o diretor do clube, Carlos Vieira, que vê neste jogo uma oportunidade para dar “reconhecimento” a um clube histórico e trazer “boa publicidade” aos barreirenses. O jogo está agendado para o dia 19, próximo sábado, pelas 15h00.

Barreiro além-fronteiras

A história do clube do Barreiro não se fica pelo futebol nacional, assinando alguns capítulos além-fronteiras. Há aqui, inclusive, uma ligação ao concelho de Guimarães. Na Taça Intertoto de 1974, o Fabril fez companhia ao Vitória como únicos representantes de Portugal na competição desse ano. Os barreirenses ganharam o grupo 10, tendo superado os suecos do Landskrona, Hammarby e os turcos do Altay. Pelo Barreiro passou também um gigante europeu: o AC Milan, na segunda eliminatória da Taça das Cidades com Feiras 1965/66, visitou e recebeu a CUF e a equipa da Margem Sul deu uma boa réplica: venceu os italianos por 2-0 em casa e só se deixou superiorizar no histórico San Siro, num terceiro jogo de desempate.

No próximo dia 19, os barreirenses podem voltar a ter uma amostra dos tempos áureos do clube. Uma equipa da primeira liga desloca-se ao Barreiro. O clube, que não tem tradição na prova rainha – a melhor campanha foi na época de 2012/2013, com a eliminação perante o Belenenses nos oitavos-de-final -, está na expetativa de fazer uma “gracinha”. “Estou com fé, depois de conversar com os nossos jogadores. Mas vamos ver como decorre o jogo”, acautela Carlos Vieira.

O responsável do GD Barreiro passou uma vida ligada ao clube. Com o jogo contra o Moreirense ao virar da esquina, não espera um jogo fácil, mas considera que pode surpreender: “Já estou nesta casa há mais de 40 anos. Passei muitas décadas ao serviço deste clube. Seria a cereja em cima do bolo. Era algo espetacular.”

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