MUNICÍPIO ALOCA CERCA DE 8,5 MILHÕES DE EUROS PARA O VALE DE SÃO TORCATO

Nas últimas duas reuniões camarárias o município anunciou a alocação de uma verba de cerca de 8,5 milhões de euros para o vale de São Torcato. A reabilitação da rede viária desta zona do concelho levou o município a aprovar a requalificação da Rua 24 de Junho e da ponte românica sobre o rio Selho, na freguesia de Aldão e o reperfilamento da Rua Nossa Senhora da Guia, em Atães. A obra vai ter um custo de 2, 8 milhões de euros. Domingos Bragança afirmou que “nunca houve tanto investimento em todas as freguesias como agora”.

No entender da oposição, a obra peca por tardia. Pela voz do vereador Bruno Fernandes, a coligação Juntos por Guimarães lembrou que “há mais de dez anos que se fala da requalificação da Rua 24 de Junho”.

Por seu turno, o autarca socialista apontou para o carácter abrangente da obra, não se tratando de uma repavimentação: “Sempre disse que não era apenas repavimentação era requalificação, alargamento da via, construção de passeios, alargamento da ponte, construção de rotundas e alargamento da estrada”. Domingos Bragança lembrou também as intervenções de Fermentões, Penselo e São Lourenço de Selho.

Na reunião camarária, em Atães foi apresentado o projeto que visa um reperfilamento e requalificação urbana das vias. O projeto começou com a intervenção na Rua 24 de Junho por se tratar de um processo complexo devido às expropriações. Os passeios vão ser redesenhados e relocalizados. O objetivo passa por dar uma continuidade urbana a esta zona do concelho. O município aponta para as “debilidades” da ponte e a necessidade de construir um trajeto pedonal.

O autarca de União de Freguesias de Atães e Rendufe aplaude a decisão: “O município não podia fazer uma intervenção em Aldão e depois não continuar. Nós fazemos limite com o concelho de Fafe. Isto é trazer a cidade às freguesias. Esperamos que avance quanto antes”.

O vereador da oposição Monteiro de Castro elogiou a requalificação, mas levantou a questão da não existência de ciclovias. “O local certo das ciclovias é junto à estrada, já que a prática quotidiana leva as pessoas para esses trajetos, tendencialmente mais curtos e com menos declive”, justificou. Domingos Bragança respondeu dizendo que se “optará pelo percurso segregado sempre que se puder” e que nesta obra será possível colocar sinalética adequada para que a bicicleta possa ser usada.

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