Numa semana marcada pela agitação do mercado de transferências, o técnico encarnou as saídas recentes com naturalidade. “O Moreirense é um clube de mercado e nós, treinadores, lidamos bem com isso”, disse. O encontro marca também o regresso de Vasco Botelho da Costa a Alverca, clube onde foi feliz, e o treinador não poupou elogios ao trabalho desenvolvido pelo adversário. “O Custódio e toda a estrutura estão a fazer um trabalho fabuloso. Não é fácil e eu conhecia bem as mudanças que tinham de ser feitas. Estão a fazer as coisas bem feitas, é uma equipa que trabalha muito bem, com uma ideia de jogo muito trabalhada e com individualidades que acrescentam muito”, sublinhou.
Sobre os desafios táticos do encontro, o técnico reconheceu a qualidade do adversário, destacando a sua solidez física e organização. “Já defrontámos este sistema várias vezes, não nos vai colocar problemas muito diferentes, mas eles são muito bons no que fazem. Não podemos cometer deslizes no momento defensivo e, ofensivamente, vamos encontrar uma equipa forte, que cobre bem os espaços. Tem de ser um Moreirense ao seu melhor nível”, alertou.
Questionado sobre a possibilidade de repetir o resultado positivo da primeira volta, Vasco Botelho da Costa assumiu essa ambição como objetivo. “É isso que está no nosso horizonte. Estamos muito satisfeitos com o que temos desenvolvido, não só pelos pontos, mas sobretudo pela forma como a equipa joga e evoluiu. A classificação mostra muito, mas o processo mostra a evolução dos jogadores e do projeto”, frisou.
Quanto à segunda volta, o treinador rejeitou aumento de pressão. “Não sentimos mais responsabilidade. Olhamos para isto como novos desafios. Há maior conhecimento entre as equipas e isso obriga-nos a fazer coisas diferentes e a continuar a evoluir. A previsibilidade é um risco nas segundas voltas e temos procurado acrescentar novas soluções ao nosso jogo”, explicou.
Por fim, abordou o mercado de transferências, admitindo a possibilidade de entradas para colmatar as saídas já confirmadas.
