Novo estado de emergência prevê fecho de fronteiras e ensino à distância

Nas audiências dos partidos com o Presidente da República foram deixadas hoje algumas pistas sobre o novo estado de emergência. Medidas em vigor mantêm-se em termos globais, mas o novo decreto deverá prever também a possibilidade do encerramento de fronteiras, ensino à distância e venda de livros nos hipermercados.

Segundo o Presidente da República, deverão manter-se as medidas que estão em vigor no novo período do estado de emergência, mantendo-se o quadro previsto no decreto presidencial e as medidas, entretanto, anunciadas pelo Governo.

Esta terça-feira passada, 26 de janeiro, Marcelo Rebelo de Sousa ouviu a Iniciativa Liberal, Chega, PEV, PAN e CDS-PP.

O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, criticou a gestão da pandemia, falando numa “postura errática” do Governo nas últimas duas semanas, e defendeu o encerramento de fronteiras.

A deputada do partido Os Verdes (PEV), Mariana Silva, revelou que “o diploma será muito semelhante ao último que foi votado. Terá ligeiras alterações, sobretudo por causa do encerramento das escolas, venda de livros e possibilidade de se fechar fronteiras casos seja necessário”.

O porta-voz do PAN, André Silva, anunciou que “o Governo, ao invés de criar restrições à liberdade do ensino à distância, deve fazer aquilo com que se comprometeu, a transição digital, para que as crianças que não têm acesso à internet e a equipamentos informáticos. poderem ter acesso”.

Em relação ao plano de vacinação, o PAN e o PEV alertaram também para a “enorme pressão” que estão a sofrer as unidades de cuidados de saúde primários, pedindo alternativas aos centros de saúde.

André Ventura confirmou que o novo período do estado de emergência deverá manter o atual quadro de medidas, criticando as fortes restrições previstas para os sectores do comércio e da restauração. Para Ventura, é vital que o Executivo prepare um plano de apoio para os sectores e regiões mais afetadas pela pandemia, como o Algarve.

Sublinhando que Portugal passou de um “milagre” para o pior país do mundo ao nível de infetados e mortes por milhão de habitantes, Cotrim de Figueiredo, deputado do partido Iniciativa Liberal, defendeu que é preciso que o país seja “mais ativo na testagem” – com maior aposta em testes rápidos – e mais exigente no plano de vacinação, assim como no acompanhamento dos cerca de 500 mil portugueses que já recuperaram da covid-19.

O atual período de estado de emergência para permitir medidas de contenção da covid-19 termina às 23:59 do próximo sábado, 30 de janeiro, e foi aprovado no parlamento com votos favoráveis de PS, PSD, CDS-PP e PAN, uma maioria alargada face às votações anteriores.

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