Oposição apela à estimulação do setor agrícola em Guimarães

Bruno Fernandes indagou o executivo municipal acerca do estado do setor agrícola em Guimarães e o que pode ser feito para o estimular.

Reunião Câmara com barra

Sendo Guimarães um concelho com uma marca industrial muito forte, nomeadamente no que ao têxtil e calçado diz respeito, Bruno Fernandes indagou o executivo municipal acerca do estado do setor agrícola em Guimarães e o que pode ser feito para o estimular.

© Mais Guimarães

O vereador da coligação Juntos por Guimarães diz entender que “Guimarães tem um forte potencial nesta área” e que, com a pandemia e a guerra, a sua importância foi evidenciada. Assim, transmitiu ao presidente da Câmara Municipal algumas preocupações que têm sentido por parte dos agentes ligados ao setor.

Relativamente à Incubadora de Base Rural, serviço promovido pelo município de apoio ao nascimento e crescimento de empresas especialmente dedicado a iniciativas de base rural, a oposição quis saber se as diversas iniciativas, tal como a Oficina do Empreendedor, estão a ter o retorno esperado.

Além disto, Bruno Fernandes questiona o acesso à terra, nomeadamente através do Banco de Terras de Guimarães que tem tido “pouca adesão por parte dos proprietários”. Através do Banco de Terras, estes podem arrendar ao município terrenos abandonados ou sem utilização, para que o município os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio de base rural. A este propósito, o vereador questionou ainda se o município tem adquirido terrenos, estimulando a oferta de terrenos para os agricultores.

A acessibilidade às zonas periféricas, que dificulta os acessos às explorações, e a demora na tramitação dos processos de licenciamento dos terrenos são outros dos problemas apontados.

Apelando a um maior envolvimento do município, Bruno Fernandes destacou ainda que “este setor é fundamental e envolve muitos vimaranenses”.

Na sua resposta, o presidente da Câmara Municipal reconheceu a importância deste setor para o concelho e confirma que “a agricultura se tem se desenvolvido em Guimarães, contrariamente há uma década, em que o conceito da atividade agrícola estava inferiorizado”. Para isso, contribuiu a evolução do setor que está hoje muito ligado à sustentabilidade, à qualidade e à ciência.

“Hoje, ser um trabalhador qualificado e ser trabalhador agrícola já não é um estatuto menor. Pelo contrário, tem estatuto social”, referiu o edil, acrescentando que “é um estatuto que, naturalmente, tem de ser acompanhado de sustentabilidade económica”.

Relativamente ao Banco de Terras, Domingos Bragança ressalvou que “o mais importante é que a Câmara intervenha para que os solos férteis sejam explorados”. Isso acontece, grande parte das vezes, para permitir que o proprietário do terreno “tenha garantias adicionais” através do subarrendamento.

O autarca elencou ainda a taxa zero de impostos municipais sob o licenciamento e mostrou-se disponível para aperfeiçoar medidas que promovam a agricultura no concelho.

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