OS NÚMEROS DA ECONOMIA VIMARANENSE EM 2018 E O PROJETO I9G PARA O FUTURO

A realidade de um concelho define-se muito por aquilo que é a sua situação económica. No entanto, é com a comparação com outras realidades próximas que é possível ter uma perceção mais concreta da evolução registada. O ano 2018 foi analisado pelo Mais Guimarães, tendo em conta três indicadores (desemprego, empresas e exportações e importações) e os dados de cinco concelhos.

Depois de terminado 2018, o início de 2019 vai servindo para que se façam os balanços do ano que ficou para trás. A nível económico, o Mais Guimarães fez a caraterização do concelho, tendo por base três indicadores e fazendo o balanço comparativo com outros concelhos vizinhos.

É revista a evolução do desemprego, a criação e dissolução de novas empresas e as exportações e importações em Guimarães, mas também em Vila Nova de Famalicão, Braga, Fafe e Vizela.
Os dados analisados têm por base as informações disponíveis no Instituto Nacional de Estatística (INE) e no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

No entanto, e para além de um balanço do que passou, olhámos para as ideias do futuro. O município já apresentou o I9G, um projeto de inovação que envolve, para além da Câmara Municipal, as empresas e os centros de conhecimento.

I9G

Trata-se de um projeto de inovação desenhado para as empresas vimaranenses e, de momento, já todas as que integram o Guimarães Marca deram o “sim”. Através de uma parceria entre o município, os centros de conhecimento e as empresas, o objetivo passa pela criação de uma “Academia Industrial”, com o projeto a atuar em dimensões como a investigação, o desenvolvimento e inovação, o potencial humano, capacidade produtiva e na propriedade industrial.

Desse modo, pretende-se aumentar a capacidade organizacional e de conhecimento das empresas, contribuindo para a criação de emprego qualificado, que permita a atração e fixação de talento qualificado na região, mas também preparar essas mesmas empresas para os futuros requisitos de produção, com novos níveis de conhecimento e flexibilidade. “É preciso alcançar novos níveis de conhecimento e de flexibilidade para dominar os requisitos de produções futuras”, explicou Ricardo Costa.

Ainda de acordo com o vereador responsável pela Divisão Económica, “os desafios do futuro são muito grandes” e é importante sensibilizar e preparar o tecido empresarial para essa realidade. Além do mais, reconhece, “o mercado está a pedir pessoas que os centros de conhecimento não estão a formar”.

Este é um projeto que já foi apresentado ao governo e para o qual, em caso de avançar, se espera um investimento de 150 a 200 milhões de euros. Já o investimento planeado para as empresas ronda os 95 milhões de euros, sendo que se estima requalificar cerca de 3.000 colaboradores desempregados e 2.000 colaboradores de empresas.

Do mesmo modo, espera-se a criação de novos empregos qualificados, tanto nas empresas como nas entidades interface. Como ações de diagnóstico serão importantes as sessões de trabalho nas empresas, para se perceberem as necessidades e interesses de cada uma, qual o sistema de inovação e o grau de capacitação, qual o modelo de negócio e também quais os desafios de sustentabilidade.

O espaço físico para a Academia Industrial já está definido pela Câmara Municipal, e será em Pevidém. “O projeto terá também um espaço inovador para incubação de novas empresas de elevado valor acrescentado que beneficiem deste ecossistema. Com um pensamento de futuro, moldamos as empresas de amanhã”, concluiu Ricardo Costa.

 

Leia o artigo na íntegra na edição desta semana do jornal Mais Guimarães.

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