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Guimarães recebe pela primeira vez Sessão Solene da Academia de la Diplomacia

O encontro reuniu representantes de 13 embaixadas, incluindo 12 embaixadores, e várias personalidades dos meios empresarial, académico, jornalístico e institucional. Entre os novos académicos esteve Paulo Coelho Lima, CEO do Grupo Lameirinho, empresário vimaranense e cônsul honorário do México, que recebeu o Diploma e a Insígnia da Academia da Diplomacia.

A cerimónia contou ainda com a investidura de embaixadores de Angola, Moçambique, Austrália, Hungria, Ucrânia, Filipinas, Uruguai, México, El Salvador, Israel, Argentina e Bélgica.

Diplomacia num mundo em transformação

Jorge Antas de Barros, Chefe da Delegação da Academia da Diplomacia em Portugal, destacou a dimensão internacional da instituição e o papel do diálogo nas relações entre Estados.

“O mundo não está a mudar, o mundo já mudou”, afirmou, defendendo que a nova realidade internacional obriga a repensar conceitos estratégicos e modelos de relacionamento entre países.

Para o responsável, “o diálogo constitui o primeiro instrumento de aproximação entre as pessoas, instituições e Estados”, enquanto a diplomacia representa “a arte de transformar o diálogo em estratégia”.

@ Carolina Rodrigues / Mais Guimarães

Santiago Velo de Antelo, Presidente Executivo da Academia da Diplomacia, sublinhou, por seu lado, o significado de realizar a cerimónia em Guimarães.

“É uma honra que este ato de investidura de novos académicos tenha lugar neste histórico Palácio dos Duques de Bragança, que tanto representa para a história de Portugal”, afirmou.

O responsável recordou que a Academia tem presença permanente em Portugal desde 2023, através da sua sede em Cascais, e destacou a dimensão internacional da instituição, que reúne diplomatas de quase uma centena de países.

Santiago Velo de Antelo salientou também a abertura da Academia a personalidades provenientes de outras áreas da sociedade. “A diplomacia também é exercida por militares, catedráticos, personalidades da cultura, do mundo empresarial e da sociedade civil em geral”, afirmou.

Paulo Coelho Lima entre os novos académicos

Entre as personalidades da sociedade civil investidas esteve Paulo Coelho Lima, empresário vimaranense e CEO do Grupo Lameirinho, que acumula também as funções de cônsul honorário do México.

A sua distinção foi particularmente destacada pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, que, na intervenção de encerramento, dirigiu uma palavra ao empresário.

@ Carolina Rodrigues / Mais Guimarães

“Quero dirigir uma palavra particular a Paulo Coelho Lima, distinto empresário de Guimarães e cônsul honorário do México, que representa a nossa comunidade empresarial vimaranense e que foi hoje distinguido entre os novos académicos investidos”, afirmou.

Além de Paulo Coelho Lima, foram investidas personalidades como Diogo Madeira, administrador da Huawei Portugal; Henrique Monteiro, jornalista e antigo diretor do Expresso; Fernando Tavares Pereira, chairman do Grupo TAVFER; Ângelo Ramalho, antigo CEO e chairman da Efacec, Galp e Alstom Portugal; Manuel Queirós, jornalista e presidente do CNID; e António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, entre outros.

Ricardo Araújo destaca aposta internacional de Guimarães

Na intervenção de encerramento, Ricardo Araújo destacou a escolha de Guimarães para acolher a cerimónia, considerando-a um reconhecimento da história da cidade, mas também do seu posicionamento e ambição para o futuro.

“A Academia da Diplomacia realiza aqui pela primeira vez uma cerimónia de investidura fora do seu formato habitual em Madrid. Fazê-lo em Guimarães tem esse significado de reconhecimento do nosso papel, da nossa história, mas também reconhecimento do futuro que nós queremos construir”, afirmou.

O presidente da Câmara defendeu que a dimensão internacional deve assumir um papel estratégico no desenvolvimento do concelho.

“Para uma cidade como Guimarães, a dimensão internacional é uma questão estratégica”, afirmou, lembrando a forte componente industrial do território e a capacidade das empresas vimaranenses para produzir, competir e exportar.

@ CMG

Ricardo Araújo defendeu, contudo, uma evolução do modelo económico, sem abandonar os setores tradicionais.

“Não queremos abandonar nada disso, não queremos deixar de ser um território industrial de referência nos setores tradicionais como o Têxtil, o Calçado, as Cutelarias ou a Metalomecânica. Antes, queremos ser uma cidade industrial de nova geração”, afirmou.

Nesse sentido, apontou a ambição de reforçar a ligação entre indústria, conhecimento e inovação.

“De berço da nação, nós queremos ser também o berço de inovação”, afirmou o autarca, apontando áreas como as tecnologias médicas, o setor aeroespacial, a inteligência artificial, a supercomputação e os novos materiais.

O presidente da Câmara deixou ainda um convite aos representantes diplomáticos presentes para conhecerem uma Guimarães que, para além do património e da história, pretende afirmar-se através da universidade, dos centros de investigação, das empresas exportadoras e da inovação.

“Quero apresentar-vos não apenas a cidade histórica, monumental e patrimonial, mas também a cidade que quer disputar o futuro”, afirmou.

Ricardo Araújo defendeu, por fim, o reforço da cooperação internacional como instrumento de aproximação entre territórios, empresas e instituições.

“Isto implica que sejamos capazes de promover a cooperação internacional entre cidades”, afirmou, apontando oportunidades de intercâmbio entre empresas, universidades, culturas, artistas, jovens e estudantes.

A terminar, deixou uma mensagem sobre o papel que Guimarães pretende desempenhar neste contexto: “Uma terra que sabe receber, que tem história, mas que, sobretudo, quer partilhar conhecimento, ambição, oportunidades, partilhar o caminho que seguramente todos queremos construir”.

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