PALÁCIO VILA FLOR E CIAJG INAUGURAM 1º CICLO EXPOSITIVO DE 2017

A partir de 28 de janeiro, quatro novas exposições vão habitar o Palácio Vila Flor e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG).

O programa de inauguração das exposições tem início às 17h00, no Palácio Vila Flor, com a abertura de “Bufos”, de José Almeida Pereira. Às 18h30, as atenções viram-se para o arranque do novo ciclo expositivo do CIAJG que será assinalado pelas exposições “Os Pirómanos”, de Rui Moreira, “Destinerrância – O lugar do morto é o lugar da fotografia”, de Edgar Martins, e “Cosmic, Sonic, Animistic”, a nova montagem da coleção permanente do CIAJG que contará com obras de Stefano Serafin, António Bolota e Christine Henry.

“Bufos”, de José Almeida Pereira, irá ocupar as salas de exposição do Palácio Vila Flor entre 28 de janeiro e 03 de junho. Contra a fugacidade do tempo, “Bufos” é uma exposição que incita a imaginação do observador e convida-o a demorar-se no espaço sensível da sua subjetividade para escapar à luz estroboscópica das imagens. As temáticas abordadas nas obras em exposição fazem um retorno aos valores humanos inscritos na pintura, distanciando-se do presente e assumindo esse recuo.

Após a inauguração da exposição de José Almeida Pereira no Palácio Vila Flor, todos os caminhos vão dar ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães que, no dia 28, também inaugurará um novo ciclo expositivo composto por duas novas exposições temporárias e ainda uma nova montagem da coleção permanente.

Rui Moreira traz ao CIAJG “Os Pirómanos”, exposição concebida em parceria com a EGEAC, em que o artista apresenta a mais abrangente exposição que alguma vez realizou em Portugal. Nascido em 1971, Rui Moreira tem vindo a desenvolver um percurso ímpar, extraordinariamente singular e raro no panorama nacional e internacional da arte contemporânea. O seu trabalho desenvolve-se quase exclusivamente na área do desenho e constitui-se como um terreno de reflexão política e poética sobre a condição humana. Aqui poderá ver-se um amplo conjunto de desenhos de grande escala – cuja execução, meticulosa e densa, se estende por vários meses, como que incorporando o tempo do quotidiano bem como o tempo da história.

Para além da exposição de Rui Moreira, o CIAJG inaugurará ainda a exposição “Destinerrância – o lugar do morto é o lugar da fotografia”, de Edgar Martins. Poucos fotógrafos têm, como Edgar Martins, desenvolvido uma reflexão tão poderosa sobre os regimes de visualidade contemporâneos, o uso da fotografia em contexto institucional e a relação da fotografia com a nossa vida e a nossa morte. A exposição que apresenta no CIAJG resulta de um projeto que foi longamente preparado e que teve duas primeiras e consideravelmente mais pequenas apresentações em Lisboa, no MAAT e na Cristina Guerra Contemporary Art.

Também a coleção permanente do CIAJG surge, este ano, sob um novo desígnio “Cosmic, Sonic, Animistic”. 2017 será um ano de muita movimentação no espaço da coleção permanente do CIAJG com uma constante alternância entre artistas mais novos e mais experientes e com uma grande variedade de propostas, incluindo a apresentação de obras inéditas de José de Guimarães, patrono do Centro. O corpo será abordado sob diferentes pontos de vista – o corpo e a morte, o corpo e a guerra, o corpo e a história, a representação do corpo. Vivem-se tempos de incerteza, tudo parece mudar velozmente e com direção aleatória. Neste ciclo, falar-se-á sobre mudança e permanência, mostrando a grande e a pequena escala, o universal e o íntimo.

O Palácio Vila Flor encontra-se aberto de terça a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. O Centro Internacional das Artes José de Guimarães pode ser visitado de terça a domingo, no mesmo horário. Aos domingos de manhã, a entrada no CIAJG é gratuita.

Foto: Mais Guimarães

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

©2018 MAIS GUIMARÃES - Super8

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?